sábado, 14 de fevereiro de 2015

AUTOCURA. Mente-Corpo & Processo de Jornada Física de Brandon Bays.

Seja Bem-vindo! - Welcome! - 
"Por mais dolorosas que sejam as nossas experiências, são elas que nos abrem oportunidades de aprendizado e crescimento, através de uma alquimia interior, na qual nossas almas são depuradas no fogo alquímico, que pode nos elevar a outro patamar mais amplo de consciência  e de compreensão do propósito maior por trás de nossa existência neste campo quântico de possibilidades"... (Campos de Raphael).

(*) "Por fim, conhecemos a metáfora do anjo da guarda. Trata-se de nosso sacerdote interior, nosso guia espiritual - a graça da alma -, que conhece todo o itinerário da nossa jornada pela vida... Além disso, ele nos proporciona sincronicidade, sonhos, intuições, surtos de imaginação, criatividade, súbitos despertares e outros milagres...('Milagres Inesperados', p. 16. David Richo. Pensamento). [Título original: 'Unexpected Miracles']... RELATO: Quando recebi previsões de eventos, através de Cartas do Tarô, ligados ao roteiro de vida escolhido antes de nascer, e não acreditei em nada. Estava com 23 anos de idade e ignorava que oráculos do Tarô e I Ching, podem servir de arautos aos Anjos da Sincronicidade, instrumentoss de nossa Divindade interior... Mas tudo começou a acontecer até que, dois anos mais tarde, ao ver minha companheira de jornada entre a vida e a morte, conforme fôra previsto pelo Tarô, tomei uma decisão que poderia abrir a possibilidade de mudar esse roteiro e o destino de nós dois... Saímos então em busca de respostas e da Verdade, que não encontrávamos na religião secular. A busca nos levou à Escola Internacional da Rosacruz Áurea, sede na Holanda, e dali aos santuários no Sul da França, onde afloraram regressões espontâneas ao passado entre templários e cátaros. Vinte anos depois, noutro fluxo de eventos inesperados, um texto de Carl Jung ampliou a compreensão sobre as coincidências por trás dos acontecimentos significativos em nossas vidas. Mais tarde, veio a mudança para Nova Friburgo e São Pedro da Serra, onde se iniciou a comunicação direta através de sinais e intuições com nosso anjo da guarda 'Veuliah’ -, um Anjo de Cura regido por Raphael... Esses eventos gratificantes e ora altamente dolorosos, faz a Alma sofrer uma depuração no fogo alquímico, que pode elevá-la a outro patamar de consciência, visão e compreensão mais amplas. E revelaram a Energia-Amor quântica que interliga tudo e todos no Universo, que nos impeliu a realizar este trabalho solidário, através de bloggers, que pode ajudar no autoconhecimento, tocar a reminiscência espiritual e incentivar as pessoas a buscar suas próprias respostas sobre quem de fato somos e a razão de ser de nossa existência no mundo quântico de possibilidades, para expandir a consciência... (Campos de Raphael).
“O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem”... (Saint-Exupéry).

MEDITAÇÃO DO DIA - ('I Ching': Oráculo Chinês de Sabedoria).
"Agentes espirituais", que designo de 'Anjos da Sincronicidade', podem nos dar ajuda e orientação através de o 'I Ching' em momentos difíceis de nossas vidas, conforto espiritual e sabedoria para reflexão e uma decisão... (Campos de Raphael).
"Este livro lança uma nova luz em muitos segredos ocultos no modo de pensar tantas vezes enigmático desse sábio misterioso, Lao-tse e seus discípulos"... (C.G. Jung).
[Cf. 'I Ching' - 'O Livro das Mutações', p. 3. Pensamento].

"O hexagrama significa o poder do pequeno, do sombrio, que retém, amansa, freia. Na quarta posição há uma linha fraca que limita todas as demais linhas fortes. Sua imagem é a do vento soprando nas alturas do céu. Ele retém as nuvens, o sopro ascendente do Criativo, para que se condensem. Mas ainda não é suficientemene forte para transformá-las em chuva. O hexagrama apresenta uma configuração de circunstâncias na qual o forte é temporariamente contido pelo fraco. Uma tal situação só pode ter êxito através da suavidade"... Julgamento: O poder de Domar do Pequeno tem sucesso. Nuvens densas, nenhuma chuva vinda de nossa região oeste.. "Por isso, a imagem de numerosas nuvens que prometem à terra umidade e bênçãos, sem que, por hora, chegue a haver chuva. A situação não é desfavorável. Há perspectivas de um sucesso final. Mas existem ainda obstáculos no caminho. Só se podem tomar medidas preparatórias. Pode-se exercer influência apenas através dos limitados recursos de persuação amável. Ainda não é o momento para uma ação enérgica e em grande escala. Porém, dentro de certos limites, pode-se exercer uma influência que contenha e domestique. Para se realizar o propósito intencionado é necessário uma firme determinação interna e uma suave adaptabilidade externa"... Imagem"O vento percorre os céus.: a imagem do Poder de Domar do Pequeno. Assim o homem superior aperfeiçoa a forma externa de sua natureza"... Julgamento: O poder de Domar do Pequeno tem sucesso. Nuvens densas, nenhuma chuva vinda de nossa região oeste.. "Por isso, a imagem de numerosas nuvens que prometem à terra umidade e bênçãos, sem que, por hora, chegue a haver chuva. A situação não é desfavorável. Há perspectivas de um sucesso final. Mas existem ainda obstáculos no caminho. Só se podem tomar medidas preparatórias. Pode-se exercer influência apenas através dos limitados recursos de persuação amável. Ainda não é o momento para uma ação enérgica e em grande escala. Porém, dentro de certos limites, pode-se exercer uma influência que contenha e domestique. Para se realizar o propósito intencionado é necessário uma firme determinação interna e uma suave adaptabilidade externa"... Imagem"O vento percorre os céus.: a imagem do Poder de Domar do Pequeno. Assim o homem superior aperfeiçoa a forma externa de sua natureza"... "O vento pode reunir as nuvens no céu, mas sendo apenas ar, sem corpo sólido, não é capaz de produzir efeitos grandiossos ou duradouros. Assim, em épocas em que não é possível uma grande atuação exterior resta ao homem a possibilidade de aprimorar as expressões de seu ser interno mediante pequenas coisas"... ['I CHING", p. 53/54. Richard Wilhelm / C.G. Jung. Pensamento].

DICAS: Consulta grátis online pelo site ‘somostodosum’: O Jogo do I Ching’.

Escolha a música que aquiete a mente e 'fale' ao seu coração...
Minimize, reabra o portal e a ouça durante a leitura:
Angels. Música para Meditación. (1h:05).
‘Merlin’s Magic’. Angelic Heavenly. (1h:02).
Dicas de Raphael & 'Anjos de Cura':
'Bicos de papagaio', dores de coluna, articulações, pedras nos rins? Podem provir da carência de magnésio no seu organismo! Conheça o segredo médico revelado pelo experiente Clínico, Dr. Luiz Moura:
1º. O Cloreto de Magnésio. (Dr. Luiz Moura).
Localização de Rio das Ostras/RJ. (Mapas Google).

AUTOCURA. Mente-Corpo & Processo de Jornada Física de Brandon Bays - INTROITO.
Há 14 anos, quando residíamos em São Pedro da Serra/R.J., tomamos conhecimento em 'Anjos Cabalísticos', de Monica Buonfiglio, que o Anjo da Guarda que me acompanha, desde o início do processo de nascimento na forma humana, era 'Veuliah', um 'Anjo de Cura' da categoria 'Virtudes', regido e orientado pelo Arcanjo Raphael. 'Raphael', em hebraico, significa 'Deus Cura' ou 'Curado por Deus'...

'Virtudes', compõe-se de nove anjos, ou seja, um arcanjo e mais oito anjos, e a incumbência divina dessa categoria angélica junto à humanidade é acompanhar, proteger, orientar e prestar auxílio a quaisquer pessoas, independente de crença religiosa, sempre que elas solicitarem, pois respeitam o seu livre-arbítrio. Esses anjos podem atuar em nossas vidas em três níveis de cura: físico, psíquico-emocional e espiritual. Mas sua ajuda abrange também todos os seres viventes...

Exatamente em 17.02.2001, 'Veuliah' me surpreendeu ao começar a comunicar-se através de sinais e intuições, que incluiu acolher um gatinho trazido por um gato macho de rua, porque ele perdera a mãe envenenada... Essa experiência direta, levou-me a pesquisar sobre anjos e descobri relatos de sua atuação, aqui e agora, auxiliando e curando seres no mundo inteiro.

Logo depois veio a percepção de que as características do anjo da guarda do dia de aniversário, na verdade reflete as lições de vida que escolhemos vivenciar, antes de nascer, para expandir a consciência. Quando comprovei esse fato na minha própria experiência de vida, despertou-me o impulso interior de realizar um trabalho solidário de informação, que pudesse auxiliar às pessoas no autoconhecimento e o propósito de seu aprendizado neste mundo dos opostos.

E quando digitei o presente relato de cura de um câncer, considerado incurável pelos médicos ingleses, pensei em publicá-lo no próximo 17 de Fevereiro, em homenagem ao meu anjo da guarda 'Veuliah'. Mas, como a data cai na terça-feira de Carnaval, achei por bem publicá-lo antes, já que muitas pessoas estão de folga e têm mais tempo para acessar a Internet...

Brandon Bays, ficou curada milagrosamente de um tumor do tamanho de uma bola de futebol, e o fato impeliu-a a iniciar uma jornada notável em busca de sua alma -, que afinal se mostrou uma viagem de cura e libertação. Ela criou então um processo de autocura, que tem ajudado às pessoas a descobrir a relação entre suas doenças e antigos bloqueios emocionais e físicos...

No relato a seguir, embora não haja referência aos Anjos de Cura, eles estão sempre presentes e auxiliando, através de intuições, os que exercem trabalhos terapêuticos ou alguma atividade ligada direta ou indiretamente à cura das pessoas. Quem sabe se a incrível história de Brandon Bays abra a possibilidade de autoconscientização e esperança de cura para você ou de algum ente querido... Que assim seja! (Campos de Raphael).


AUTOCURA. Mente-Corpo & Processo de Jornada Física de Brandon Bays.
 Welcome to The Journey with Brandon Bays.

"Assim, agora que você aprendeu ou experimentou o processo de Jornada Emocional, está na hora de aprender mais sobre a Jornada Física"... escreveu Brandon Bays.

O processo de Jornada Física de um homem foi particularmente comovente. Jim era um padeiro humilde, com 67 anos, que possuía uma pequena padaria em Tyne and Wear, no norte da Inglaterra. Suzy, a sobrinha dele começou a frequentar um de meus seminários introdutórios e tinha sugerido a ele que conversasse em particular comigo sobre o seu problema de saúde.

Quando me telefonou perguntando-me se eu o veria, ela me avisou: 'Jim não está acostumado com os procedimentos que envolvem a cura mente-corpo e pode se mostrar bastante cético e auto-suficiente. Ele é de Yorkshire e tem temperamento muito rude. Não quero que você se sinta intimidada por ele"...

Dei uma risada e disse que ficaria muito feliz em conhecê-lo. Expliquei-lhe que muitas vezes, quando as pessoas não conhecem o trabalho, fica muito mais fácil lidar com elas.

- Não sei - ela hesitou. Ele é uma pessoa bastante determinada.

- Ter opiniões firmes é uma qualidade. Acho que vou gostar dele!

Jim viajou  para Londres de trem, sem conhecer nada a meu respeito, nem mesmo a minha história - apenas confiando no conselho de sua sobrinha favorita. 

Quando abri a porta para recebê-lo, dei de cara com um par de olhos ardentes e bochechas vermelhas. Jim era exatamente como Suzy o havia descrito. Era evidente a sua condição de homem que não aceitava nada aparentemente sem sentido, que definitivamente tinha suas próprias ideias.

Com passos largos e determinados ele caminhou diretamente para a minha sala e sentou-se, antes que eu tivesse a menor chance de lhe oferecer uma cadeira. Gostei dele imediatamente. Havia uma centelha em seus olhos, e sob aquela ferocidade detectei uma emanação interior, um brilho.

Quando nos sentamos para tomar chá, ele não perdeu tempo para chegar ao ponto. Em sua maneira direta, característica de sua região, ele disse: "Não sei o que você faz, mas minha sobrinha acha que você pode ser capaz de me ajudar"...

Eu me preparei para dar a ele uma versão condensada da minha própria história e comecei, dizendo: 'Bom, na verdade...' Mas antes que eu pudesse continuar, ele me interrompeu abruptamente: "Não, não! Eu quero lhe contar a minha história"... Então uma fagulha brilhou em seus olhos e ele disse: "Eu mostrei a eles... Eu mostrei a todos eles".

Ele aguçara meu interesse. Perguntei-lhe o que queria dizer com aquilo e dei-lhe a deixa exata pela qual ele estava esperando para, com grande prazer, desandar a contar sua história.

"Dois anos atrás, procurei o meu médico. Ele me fez sentar como se fosse ter uma conversa franca comigo, olhou-me diretamente nos olhos e, com um tom grave na voz, disse-me que eu tinha um câncer do tamanho de um ovo no pulmão. Estava tão avançado que eu tinha menos de três meses de vida. Disse-me que não havia nada que pudesse fazer por mim e que eu precisava deixar os meus negócios em ordem.

"Consegue imaginar isso?", berrou, evidentemente ofendido. "Um doutor me dizendo que só tenho mais três meses de vida! Que monte de besteira! Ainda não estou pronto para esticar as canelas - não é a minha hora de morrer! Posso estar com câncer no pulmão, mas isso não significa que eu queira empacotar e desistir. Que monte de lixo - maldição!

- Então, o que aconteceu? - perguntei-lhe, curiosa. Eu estava absolutamente fascinada por sua tagarelice.

"Ora - fui atrás de um outro médico".

- E o que ele disse? - perguntei.

"Ele me disse que eu só tinha dois meses de vida!"

- E daí, o que você fez?

"O que mais eu podia fazer? Eu o dispensei. Então fui a um terceiro médico e o dispensei também".

- E o que aconteceu depois disso?

"Bom.. finalmente encontrei uma médica que disse alguma coisa que fazia mais sentido. Ela tinha um histórico de casos bem-sucedidos e realmente alcançara sucesso ajudando sete pessoas a entrar em remissão do mesmo tipo de câncer que eu sofria. Pareceu-me que valia a pena ouvi-la, porque pelo menos ela sabia que era possível sobreviver e se recuperar. Entre os médicos, ela era a primeira que não estava convencida de que eu tinha de morrer"...

Olhando aquele padeiro de 67 anos, senti uma onda de admiração. Ele tinha um espírito de luta primitivo e um senso de humor áspero e estranho. Não tinha formação na área de saúde e, ainda assim, sabia que não se deve aceitar o primeiro prognóstico. Pensei em como seria maravilhoso se todos nós tivéssemos essa vontade de viver. Que exemplo para todos nós...

Já li muitos livros que tratam da psicologia de pacientes que sobrevivem ao câncer. Uma das características mais importantes que os pesquisadores determinaram como fator causal na sobrevivência é a vontade de viver. Muitas vezes os pacientes mais difíceis, que são mais rabugentos, que solicitam mais os médicos e são exigentes com as enfermeiras, são os que conseguem vencer a parada. Era exatamente o tipo de homem que eu tinha diante de mim...   


- Então, o que aconteceu, Jim? Você evidentemente não bateu as botas!

Ele era o próprio retrato da saúde, e eu lhe disse isso. Ele prosseguiu descrevendo os diversos tipos de tratamentos pelos quais passara: quimioterapia, radioterapia, etc. Havia um genuíno tom de orgulho em sua voz quando acabou sua história com: "Eu mostrei a eles todos. Há três meses passei por um MRI scan (raio X em tecido mole) e o diagnóstico foi positivo. O tumor entrou em remissão - não criou metástase como os outros médicos esperavam - ele não se espalhou"...

Todo alvoroçado ele se mexia e dava risada, enquanto dizia: "Há uns dois meses eu fui ver o primeiro médico com quem tinha me consultado. Ele ficou em estado de choque quando me viu! Ficou pálido, como se estivesse vendo um fantasma. Ele tinha absoluta certeza de que eu tinha morrido vinte meses atrás! E eu não tenho a menor intenção de parar agora - pretendo continuar!" Pelo espírito do homem que estava sentado diante de mim, eu sabia que ele conseguiria. Teimosamente e com ar triunfante reforçou o fim da sua história dizendo: "O meu tempo não acabou ainda!"

Eu lhe disse: "Essa é uma história incrível, Jim. Você devia ir a público e contá-la para outras pessoas. Deixe-as saber que é possível participar da sua própria jornada de cura; que ninguém é obrigado a aceitar o primeiro prognóstico que lhe dão como se fosse o evangelho, e que todos nós temos a liberdade de escolher qual o caminho de cura que desejamos seguir. Você deve ir e contar a outros pacientes com o mesmo tipo de câncer que você tinha. Deixe que eles vejam a possibilidade bem diante dos seus olhos. Você é um exemplo maravilhoso para todos"...

"Eu sei disso. E já estou fazendo isso do meu jeito" -, ele sacudiu os ombros, um pouco envergonhado.

- Então, por que você está aqui? - perguntei. Eu o sinto como um professor para mim. Você é um exemplo brilhante daquilo que é possível.

De repente, aquele seu jeito extrovertido, quase turbulento, transformou-se numa postura tranquila e vulneravelmente suave. A voz dele ficou quase inaudível e ele assumiu uma expressão infantil aberta. Precisei me inclinar paa a frente a fim de ouvir a explicação que ele estava dando para a sua visita.

"Eu quero saber por que.. Eu quero saber por que isto está aqui", ele sussurrou, batendo no peito. "Sei que preciso aprender alguma coisa do que aconteceu. Isso não apareceu só para que eu pudesse provar que alguns médicos estavam errados. Sei que aconteceu por alguma razão. Apenas quero saber o porque" -, ele disse suavemente, quase sem entonação de voz. "Eu não quero que isso apareça em outra parte do meu corpo, só porque não aprendi o que ele tinha para me ensinar"...

Fui dominada por suas palavras. As lágrimas brotaram em meus olhos por estar diante de tanta força e coragem e, ao mesmo tempo, de uma humildade tão evidente. Aquele homem estava me mostrando que admitia que não tinha respostas e que esperava que talvez eu pudesse indicar-lhe o caminho da descoberrta daquilo que o tumor tinha para lhe ensinar. Fiquei tão comovida por ele ter se exposto tão delicadamente, que não consegui falar por um minuto ou dois.

Então, eu lhe disse com muita simplicidade: "Bom, esta é a minha especialidade. Ajudo as pessoas a descobrirem o que essas doenças têm a nos ensinar. A minha intenção é que, aprendendo de verdade as lições, não tenhamos de repeti-las. A minha crença é que o que leva tantas pessoas que tiveram tumor canceroso removido cirurgicamente a ter outro três anos depois em algum outro lugar liga-se ao fato de não terem aprendido a lição e captado o que a alma queria lhes transmitir da primeira vez. Então a alma lhes diz: 'Ei, você não ouviu o meu primeiro chamado para despertá-lo - deixe-me tentar novamente. Quem sabe você me escute desta vez'. E assim surge um novo tumor"...

Jim concordou e completou: "Eu tenho certeza de que preciso aprender alguma coisa, só não sei o que é".

E então eu contei a ele uma versão resumida da minha própria história, terminando com a declaração de que eu ficaria feliz em ajudá-lo a descobrir as antigas lembranças guardadas dentro do tumor, para que ele pudesse aprender o que o tumor tinha para lhe ensinar. Ele olhou bem no fundo dos meus olhos, como se procurando a minha alma, e então disse calmamente: "Eu ainda não sei o que é que você faz, mas confio em você e estou disposto a tentar qualquer coisa".
   
E assim começamos o processo de Jornada Física. Ali estava um homem que não sabia nada a respeito do conceito  mente-corpo, que apenas 'sabia' de alguma forma que havia algo mais profundo que precisava ser compreendido. Mais uma vez pensei em como estamos todos sedentos para aprender nossas lições e nos libertarmos. Que sede divina é esta.

Para uma pessoa tão forte e intransigente, ele acabou por se mostrar muito aberto e verdadeiro no processo. Ele era quase infantil em sua abertura. Quando chegou dentro do pulmão, antes que eu pudesse lhe perguntar o que havia no tumor, uma lembrança muito vívida surgiu diante dele...
    
Ele estava com 16 anos, na Inglaterra no tempo da guerra. Seu pai havia abandonado a família e o deixara para tomar conta de sua mãe. As bombas alemãs caíam por todo o país. Ele estudava  na escola quando uma bomba atingiu o seu bairro. Alguma coisa dentro dele o fez entrar em pânico. Lutando com os professores, ele conseguiu escapar, fugiu da escola e correu para casa para encontrar sua mãe. Procurou, procurou...  e ela não estava lá.

Finalmente, passou das alamedas secundárias para a rua principal. E ali ele a encontrou. Ela estava lá, estendida, deitada, jovem e linda, como se estivesse tirando um cochilo. Ele correu para ela e a sacudiu, tentando acordá-la. E continuou a sacudi-la até que um policial chegou e o afastou.

 - Ela está morta, filho.

Então as lágrimas e a ira vieram à tona. A raiva que ele nunca conseguira expressar - a ira contra Deus. Como perdoar a Deus por levá-la tão cedo? Ela era tão jovem, tão bonita, tão cheia de vida. Como Deus podia ter feito uma coisa assim? Que espécie de Deus era esse?

Mais indignação aflorou - indignação contra o inimigo. Como poderia algum dia perdoar aqueles malditos nazistas? Ela não tinha arma. Nem sequer estava na guerra. Como podiam matar uma mulher inocente? Como poderia encontrar em si mesmo compaixão por pessoas tão más?

Toda aquela ira não expressa e sem solução apenas brotava em borbotões. Assim , o jovem Jim, não sabendo o que fazer com toda aquela dor, enfiou-a toda logo ali, do lado do coração - no seu pulmão esquerdo...

Sugeri que fizéssemos algo que eu nunca tinha feito antes. Pedi a Jim que montasse uma fogueira bem dentro do seu pulmão e convidasse todas as pessoas da sua lembrança, inclusive Deus, para uma conversa ao pé do fogo. Eu me sentei silenciosamente enquanto Jim punha para fora 50 anos de raiva nunca declarada contra Deus, expressando finalmente suas opiniões, tirando-a do seu peito e despejando-a para fora de suas células.

Eu lhe perguntei o que ele achava que Deus poderia responder, e foi como se uma sabedoria interior surgisse do fundo de si mesmo. Ele explicou que ninguém é levado antes de sua hora. Havia outros planos para a sua mãe e ele devia saber que ela estava em paz e exatamente onde deveria estar...

Era o momento de perdoar a Deus, e então foi como se o seu coração se abrisse completamente e o perdão derramou-se dele, um perdão tão vasto que fiquei sem fôlego. Sua humildade e amor me puseram de joelhos.

Em seguida, ele falou com os nazistas. Expressou tanta fúria que eu não sabia se o meu próprio coração iria suportar. E, mais uma vez, quando perguntou à sabedoria interior o porquê, os inimigos replicaram que estavam apenas cumprindo ordens e que estavam tão assustados quanto ele. Armas eram apontadas contra as suas cabeças e as mães deles também estavam sendo mortas...

A compaixão tomou conta de Jim, enquanto ele chorava diante da compreensão daquilo que eles alegavam. A voz dele se partiu quando perdoou de todo o coração os inimigos. E então pediu pelo perdão deles por tê-los julgado tão mal durante todos aqueles anos.

Percebi que ele tinha finalmente encerrado aquela história. Estava tudo acabado. Cinquenta anos de ira não resolvida tinham terminado. A aparência dele era como se uma máscara de gesso tivesse se quebrado completamente, revelando o seu verdadeiro Eu, e ele brilhava suavemente.

Quando o processo dele acabou, fiquei sentada calmamente com aquele homem extraordinário. Ele parecia irradiar paz e uma inocência infantil. Tranquilamente eu lhe disse: "Eu tinha razão. Você veio aqui como professor, para me ensinar". O rosto dele estava enrubescido, os olhos brilhavam com diamantes e uma doçura interior parecia emanar dele. Não havia muita coisa mais a ser dita...
Antes que se levantasse para ir embora, eu agradeci a ele por ter vindo e lhe disse: "Sei que você vai repetir seu exame daqui a duas semanas. Gostaria que ficasse aberto à possibilidade de não encontrarem mais nada aí".

- Não, não -, ele disse, muito surpreso por eu ter sugerido uma coisa desse tipo. "Isso não é possível. Veja, o meu tumor não é como o seu, é de um outro tipo. Nao existe registro de ninguém que tenha tido esse tipo de tumor que tenha ficado completamente curado. Nos casos de câncer de pulmão, o melhor que se pode esperar é que ele entre em remissão - que ele não se espalhe, e foi o que já aconteceu. Não vim procurá-la para curar o tumor. Vim apenas para descobrir por que ele estava lá e para aprender o que ele tinha para me ensinar"...

Eu lhe disse suavemente: "Por que você não deixa ao menos em aberto essa possibilidade - talvez você seja o primeiro. Nunca se sabe. Simplesmente se mantenha sendo o exemplo magnífico que já é. Saia e espalhe pelo mundo que uma cura no plano celular é possível. Foi uma honra para mim trabalhar com você"...

Quando ele saiu, pensei em que bênção enorme é poder fazer esse trabalho. Eu me sentia como se fosse a pessoa mais feliz do mundo. Verdadeiramente, para mim, o que faço não parece muito um trabalho, é mais um privilégio...

Passaram-se semanas e eu não tinha tido notícias de Jim. Eu estava um pouco decepcionada por não saber dele. Então recebi uma ligação de sua sobrinha. Cheia de emoção e entusiasmo, ela me disse: "A minha tia fica imaginando o que você fez com o meu tio. Jim se transformou num gatinho!"

"Ele não se altera mais com nada que aconteça na padaria - não pragueja quando derramam a farinha ou estoura quando os pães não dão certo. Não reclama mais do trânsito nem esbraveja diante das notícias. Ele ficou muito mais doce e meigo. Minha tia me pediu para lhe gradecer. Ela sente que finalmente está com o homem que sabia que existia quando se casou com ele 45 anos atrás".

Eu ri e lhe disse que estava muito contente com as novidades, além de falar a ela rapidamente sobre o privilégio que fôra ter trabalhado com o seu tio. Fiquei esperando que ela mencionasse o resultado do MRI scan. A conversa estava claramente se encaminhando para o fim, e ela ainda não tinha tocado nesse assunto. Finalmente, quando íamos nos despedir, encontrei coragem para lhe perguntar: "E então, o que deu no exame de Jim?"

- Ah, sim. Eles não acharam nada. Tudo o que restou foi uma cicatriz da grossura de um fio de cabelo" - ela respondeu.

- Que maravilha! E o que os médicos estão dizendo a respeito disso?

- O hospital está parecendo um circo. Eles estão malucos tentando descobrir o que aconteceu. A metade do corpo médico acha que desde o começo foi feito um diagnóstico errado, e a outra metade está tentando atribuir o resultado à ação de um medicamento que ele tomou dois anos atrás. Estão tratando Jim como uma 'cobaia', fazendo todo tipo de testes com ele. Ele é o primeiro caso registrado em que um câncer de pulmão realmente desapareceu.

- E como Jim está encarando tudo isso? - Perguntei-lhe.

- Você o conhece... Ele leva tudo com uma pitada de desconfiança e uma grande dose de humor...

Uma semana mais tarde, recebi uma carta alegre e comovente de Suzy descrevendo em detalhes os progressos notáveis de Jim. Depois de ler a carta dela, pensei:

"Sabe, todos passamos por nossas jornadas espirituais de cura, cada um de modo diferente. Este homem escolheu a radiação e a quimioterapia e felizmente tirou lições que sua alma queria que ele aprendesse. Ele precisava ficar livre dos 50 anos de raiva. Que lição para se aprender"...

Pensamos: "É o trânsito que me deixa com raiva, ou "São as notícias que me deixam louco", ou "Se pelo menos fulano fizesse a coisa certa, eu não estouraria com ele". Achamos que o que provoca a nossa raiva seja algo exterior a nós, quando, na verdade, a raiva já está guardada lá dentro.

Essas circunstâncias exteriores apenas pressionam o nosso botão e ativam a emoção que estava lá o tempo todo. O botão da raiva não é o único botão que temos. Toda uma variedade de emoções enterradas estão armazenadas dentro de nós e os fatos exteriores são apenas o gatilho que ativa o que já está lá.

Algumas vezes acho que as doenças podem se transformar nos nossos maiores dons. Para Jim, a dádiva de se libertar de 50 anos de ira foi o que finalmente lhe trouxe de volta o seu Eu verdadeiro.  No momento em que escrevo este livro, está fazendo dois anos que Jim passou pela terapia comigo. Os médicos ainda não conseguem explicar o milagroso desaparecimento do tumor. Suzy me ligou recentemente para dizer que ainda estão fazendo exames nele...

"Ouvi de uma fonte independente que o caso de Jim foi publicado agora em uma revista médica inglesa. O desaparecimento do tumor foi atribuído ao medicamento que ele tomou dois anos antes de fazer o processo de Jornada Física"... [Extraído de 'A Jornada', p. 124/34. Brandon Bays. Pensamento. Título original: 'The Journey'. Brando Bays. 2001].



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 Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael). 
HOMENAGEM': 17.02.2015, completa 14 anos que 'Veuliah', um dos 'Anjos de Cura' regido pelo Arcanjo 'Raphael', iniciou o contato direto conosco, através de sinais e intuições. O fato originou os bloggers informativos sobre o propósito maior por trás de nossas vidas...
 Rio das Ostras/R.J. 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Anjos & Demônios no Caminho de Santiago - Divertido Relato de Anna Sharp.

Seja Bem-vindo! - Welcome!
 “Vivemos várias vidas diferentes na Terra. A cada vez desempenhamos um novo papel, como atores numa peça de teatro. E aprendemos o que significa ser uma pessoa desempenhando esses diversos papéis. Às vezes somos soldados e matamos outros numa batalha, outras vezes somos mortos... Estamos simplesmente desempenhando nossos papéis para aprender”... (Norman Inge. Terapeuta). ['Crianças e suas Vidas Passadas', p. 17. Carol Bowman. Editora Salamandra]. 

(*) "Por fim, conhecemos a metáfora do anjo da guarda. Trata-se de nosso sacerdote interior, nosso guia espiritual - a graça da alma -, que conhece todo o itinerário da nossa jornada pela vida... Além disso, ele nos proporciona sincronicidade, sonhos, intuições, surtos de imaginação, criatividade, súbitos despertares e outros milagres... ('Milagres Inesperados', p. 16. David Richo. Pensamento). [Título original: 'Unexpected Miracles']... RELATO: Aos 23 anos de idade, recebi previsões de eventos marcantes através de Cartas do Tarô, que não acreditei, mas começaram acontecer e dois anos mais tarde, ao ver minha companheira de jornada entre a vida e a morte, tomei uma decisão que mudou nossos destinos... Saímos então em busca da Verdade e de respostas, não encontradas na religião secular, o que nos levou à Escola Internacional da Rosacruz Áurea, sede na Holanda, e dali aos santuários no Sul da França, onde vivenciamos regressões espontâneas entre templários e cátaros. Vinte anos depois, noutro fluxo de fatos sincronísticos, um texto de Carl Jung ampliou a compreensão sobre as coincidências significativas por trás desses acontecimentos e sua razão de ser na vida de todos nós... Veio a mudança para Nova Friburgo e São Pedro da Serra, onde se iniciou a comunicação direta através de sinais e intuições com nosso anjo da guarda 'Veuliah’ -, um Anjo de Cura regido por Raphael... Tais eventos gratificantes e ora altamente dolorosos, nos quais a alma sofre uma depuração no fogo alquímico, podem nos elevar a outro patamar de consciência, compreensão e visão mais ampla. E por saber, por experiência vivida, que uma só Energia-Amor nos interliga a todos no Universo, realizamos este trabalho solidário de informação visando ampliar o autoconhecimento e tocar a reminiscência espiritual quem de fato somos e a razão de nossa existência neste campo quântico de possibilidades, para expandir a consciência de nosso ‘Self” imortal, ou 'Si-mesmo'... (Campos de Raphael).
“O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem”... (Saint-Exupéry).

MEDITAÇÃO DO DIA - ('I Ching': Oráculo Chinês de Sabedoria).
"Agentes espirituais", que designo de 'Anjos da Sincronicidade', podem nos dar ajuda e orientação através de o 'I Ching' em momentos difíceis de nossas vidas, conforto espiritual e sabedoria para reflexão e uma decisão... (Campos de Raphael).
"Este livro lança uma nova luz em muitos segredos ocultos no modo de pensar tantas vezes enigmático desse sábio misterioso, Lao-tse e seus discípulos"... (C.G. Jung).
[Cf. 'I Ching' - 'O Livro das Mutações', p. 3. Pensamento].

"As águas sobre a terra fluem convergindo sempre que podem, como por exemplo no mar, onde todos os rios se encontram. Simbolicamente isso representa a união e suas respectivas leis. A mesma ideia é sugerida pelo fato de todas as linhas do hexagrama serem maleáveis, à exceção da linha na quinta posição, a do dirigente. Ao centro da união, numa posição de liderança, está um homem de vontade firme; sob sua influência unem-se as linhas maleáveis. Por sua vez, esta personalidade forte e capaz de liderar une-se também aos outros, encontrando neles o complemento de sua própria natureza"... Julgamento: Manter-se unido traz boa fortuna. Indague ao oráculo mais uma vez se você possui elevação, constância e perseverança; então não há culpa... Os inseguros gradualmente se aproximam. Aquele que chega tarde demais encontra o infortúnio... Aqui o que se requer é a união com os outros de modo a que, graças a um espírito de solidariedade, possa haver uma complementação e ajuda entre todos. Uma tal união requer uma figura central em torno da qual as pessoas se congreguem. Tornar-se centro de influência unindo as pessoas é uma tarefa grave e de pesadas responsabilidades. Requer grandeza interior, firmeza e força. Assim sendo, quem deseja unir os outros em torno de si deve, antes, se perguntar se está à altura de um tal encargo. Aquele que tentasse realizar uma tal tarefa sem possuir uma verdadeira vocação provocaria uma confusão ainda maior do que se não tivesse havido união alguma"...  Imagem"Sobre a terra há água: a imagem do Manter-se Unido. Assim os reis da antiguiddade concediam direitos feudais sobre os diferentes estados e mantinham relações amistosas com os senhores feudais"... A água preenche os espaços vazios que encontra na terra e se mantém firmemente aderida a ela. A organização social da China antiga baseava-se nesse princípio de preservar a união entre os vassalos e os governantes. As águas fluem unindo seus cursos porque estão todas sujeitas às mesmas leis. Assim também a sociedade humana deve igualmente manter-se unida através de uma comunidade de interesses que possibilite a cada um sentir-se parte do todo. O poder central de um organismo social deve procurar fazer com que cada membro encontre verdadeiro interesse em manter-se unido, como era o caso na relação paternal existente entre reis e vassalos na antiga China"... ['I CHING", p. 50/51. Richard Wilhelm / C.G. Jung. Pensamento].
DICAS: Consulta grátis online pelo site ‘somostodosum’:  O Jogo do I Ching’.

Escolha a música que aquiete a mente e 'fale' ao seu coração...
Minimize, reabra o portal e a ouça durante a leitura:
Angels. Música para Meditación. (1h:05).
‘Merlin’s Magic’. Angelic Heavenly. (1h:02).
Dicas de Raphael & 'Anjos de Cura':
'Bicos de papagaio', dores de coluna, articulações, pedras nos rins? Podem provir da carência de magnésio no seu organismo! Conheça o segredo médico revelado pelo experiente Clínico, Dr. Luiz Moura:
1º. O Cloreto de Magnésio. (Dr. Luiz Moura).
 4º'O Milagre de Gerson'. 
Localização de Rio das Ostras/RJ. (Mapas Google).

'Anjos e Demônios' no Caminho de Santiago -
(Divertido Relato de Anna Sharp).  
Intróito: “Anna Sharp mostra em seu livro [‘A Magia do Caminho Real’], que a caminhada espiritual não é feita de insegurança e temores, mas sim da coragem que cada um precisa ter para seguir ao encontro de Deus”... (Paulo Coelho). - “O livro de Anna Sharp me fez ter uma nova visão do cotidiano, pois aprendi nele que a magia não está numa “iniciação” ao alcance de poucos, mas na vivência profunda da vida comum”. - Rose Muraro. (Campos de Raphael).

"Por não estar acostumada aos hábitos espanhóis, caminhei durante uma eternidade de sete dias, sem encontrar ninguém. Acordava muito cedo, entre cinco e seis horas, e já partia, seguindo o mapa do caminho que atravessava bosques, montes e vales, passando por alguns povoados e poucas cidades grandes. Passei a mais horrível das solidões durante esta primeira semana"...

O medo terrível do desconhecido, atravessando florestas e subindo montanhas, seguindo trilhas que por vezes se perdiam dentro do mato, buscando as setas amarelas supostamente indicadoras do caminho, mas muitas vezes invisíveis, escondidas pela vegetação ou apagadas pelo tempo; passando por pueblos que pareciam fantasmagóricos com suas igrejas por vezes suntuosas, e casas medievais, portas e janelas sempre fechadas…

Não encontrava ninguém com quem pudesse conversar ou pelo menos para me fazer sentir viva e construir, nem que fosse por um momento, um laço de cumplicidade. Em alguns momentos pensava ter morrido, sem perceber, e estar vagando por mundos desconhecidos; em outros, vitima de algum encantamento, me tornava invisível; a cada momento passavam em minha mente mil fantasias de todas as ordens.

Apenas uma vez, em Puente La Reina, vi três mochilas num refúgio; encantada, resolvi não sair dali até seus donos chegarem para, então, fazer algum contato. Não agüentei o cansaço e adormeci; quando acordei, mais tarde, já tinham sumido. Sempre que chegava em algum povoado ou cidade, buscava, correndo, algum bar para comer ou me abastecer de comida. Os rostos estranhos me olhavam como se eu não existisse; tentava às vezes um sorriso como aproximação, mas sempre inutilmente.



Havia combinado, com Paulo [Coelho], ligar para certo 
número de telefone, de três em três dias, e dar a minha localização; quando isso acontecia, meu único contato com o mundo, mostrava-se lacônico ou inteiramente indiferente aos meus esforços e queixas. Passava por momentos de carência avassaladora, quase enlouquecendo dentro daquela solidão total; a perda dos referenciais, a cada passo, me atirava mais e mais profundamente no desconhecido dentro e fora de mim...

À medida que avançava, a constatação de minha total incapacidade de realizar a tarefa se tornava mais óbvia, me vendo aprisionada num beco sem saída entre o Caminho e o fracasso, o orgulho e a vaidade feridos perante os que admiravam a imagem nada real de supermulher que eu projetava. Dentro de mim havia a certeza de que desta vez não haveria atalhos, nem ninguém para me dar “cola”. Minhas máscaras, assim como as lágrimas, foram caindo ao longo do Caminho, povoado apenas pela solidão…


Os rituais da Tradição, os salmos desconhecidos, através dos quais tinha que me dirigir a Deus respeitosamente, foram me distanciando Dele, até então amigo íntimo e companheiro de todas as horas; aquele “Altíssimo” dos salmos era um desconhecido para mim...


O Universo, simbolizado pela imagem de Cristo, com quem discutia, agradecia e pedia, parecia-me agora bem longe, perdido num céu alto e distante, onde minha voz não era mais ouvida, por mais que eu berrasse e clamasse em direção ao Infinito. Ao vazio da paisagem árida que atravessava se unia agora o meu vazio interno...



Uma tarde, caminhando debaixo de um sol implacável, caí exausta sob o peso da mochila… Grossas lágrimas de desespero rolavam pelo meu rosto ardido e queimado pelo sol. Aquele vazio, a insegurança, o cansaço e o medo chegaram a níveis insuportáveis. Com uma semana apenas de caminhada, a impressão era de que já se havia passado anos desde que eu deixara o Brasil...



Soluçava alto como criança desamparada, amaldiçoando aquele “Senhor” que não me ouvia. Minhas forças haviam chegado ao final. Uma raiva incontrolável tomou conta de mim. Abri a mochila e aos arrancos tirei de dentro dela todos os objetos dos rituais atirando-os fora, pisando, quebrando e rasgando os salmos, enquanto gritava e blasfemava com violência. Perdi totalmente o controle, lançando-me no chão duro cheio de pedras e pequenos espinhos, sem nada sentir, berrando e xingando numa catarse nunca vivida antes…



Durante muito tempo fiquei ali deitada na terra quente, chorando e pedindo ajuda, um sinal, um milagre, sei lá… Nada… Nada, nenhum sinal de vida sequer, nem uma formiga para me indicar algo… Lentamente me dei conta do ridículo da situação, e procurei me acalmar e raciocinar:



- Tenho que sair daqui - falei ameaçadoramente, enquanto assoava o nariz com a mão… Vou chegar ao primeiro povoado, tomar um ônibus para Madri e enfrentar o fracasso. Levantando e arrumando a mochila nos ombros machucados, assimilei a imensa lição que estava recebendo, ou melhor, havia procurado...



Tenho que arrumar uma desculpa convincente para explicar a minha desistência, pensei: “Como vou encarar Billy, as crianças, meus alunos que tanto apostaram em mim?” Afinal, não importa. É bom que vejam o lado positivo da fraqueza e que se conscientizem de que têm uma mulher, mãe e mestra que, embora aventureira, é frágil e humana como todos. Enquanto me consolava com essas idéias, fazia planos de umas férias em Santander com minha amiga antes de voltar ao Brasil.

Decidi me livrar de um pouco do peso, já que ia voltar naquele mesmo dia, e tirei da mochila vários objetos, material de farmácia para curativos das famosas bolhas nos pés dos peregrinos (não tive nenhuma!), cremes, uma muda extra de roupa, deixando apenas uma para alguma emergência, ficando somente com o mínimo necessário.O Paulo [Coelho], então, é um grande mentiroso! Me apavorou com as bolhas, me fez trazer agulha para costurá-las, que horror, como se eu fosse ter coragem para tanto; o papo furado de anjos e demônios… O que será que ele pretendia comigo, sabendo que na volta poderia desmascará-lo? Que teatro ridículo, pensei revoltada. Um guiazinho de merda é o que ele é. Esse mestre nem deve existir, deve ser uma técnica de marketing para vender livros…

Quem sabe não seria melhor combinar com Marli de ficar em Madri ou em Santander durante o resto do mês e deixá-los pensando que estou fazendo o Caminho? Enfim, a vida é minha e não devo explicações a ninguém…

Essa me pareceu uma idéia brilhante, que resolveria todos os meus problemas! Sim, claro que não preciso contar a ninguém. A lição é só minha e não preciso me humilhar publicamente, pensei, sentando novamente no chão para articular melhor sobre como concretizar esse projeto.

Faço a Marli jurar que nunca contará a ninguém, ficará um segredo e uma cumplicidade apenas entre nós duas, planejei, sorrindo de satisfação, me lembrando de nossa amizade. Será que ela continua a mesma? Uma suspeita sobre a sua confiabilidade passou por minha cabeça, afinal, há muitos anos não convivíamos, e talvez…

Olhei os montes áridos e cheios de pedras vermelhas que me cercavam; o sol brilhava inclemente no azul do céu… Até onde minha vista podia alcançar, nem um arbusto, nem um verde, nem sombra de vida, nada se mexia no céu sem nuvens…

- Que terra maldita essa aqui. Morreu e não sabe - ironizei com raiva. - Talvez seja melhor ficar os dias que me faltam numa simpática pensãozinha de um povoado qualquer e até aproveitar para escrever um livro…

É, estou precisando de umas férias e creio que esta é a melhor opção; o ser humano já me mostrou suficientemente suas fraquezas para eu saber que a confiança irrestrita não existe e, na verdade, se um dia esse segredo vazasse, eu ficaria completamente desmoralizada. Definitivamente, não posso ficar nas mãos dela. Vou para uma pensão e fico sozinha, é mais seguro.

Estudei o mapa e vi que faltavam setecentos quilômetros até Santiago; a próxima cidade se chamava Fromista, onde pretendia chegar e ficar incógnita uns quinze dias. Em volta de mim, espalhados no chão, os salmos rasgados, a colcha estraçalhada que deixava de herança para o próximo idiota que passasse por ali...

Tenho setecentos quilômetros de vaidade e orgulho, pensei, me examinando honestamente. Que horror, tantos anos trabalhando internamente para me livrar dessas características e ai estavam elas, intactas.

- Setecentos quilômetros… Me senti presa, dentro de uma armadilha criada por mim mesma. O desejo era de voltar para casa tranqüilamente, mas a vaidade e o orgulho não permitiam… Chorei rendida. Fui vencida… ninguém precisa saber, mas EU sei que fui vencida, não só pelo Caminho, mas principalmente pela vaidade que não me permite fazer o que quero: voltar para casa...

De repente me lembrei de Paulo [Coelho], de sua conversa ridícula sobre encontros com demônios e anjos pelo Caminho… Olhei receosa a minha volta sentindo uma tênue presença, talvez criada pela minha imaginação...

- É verdade – murmurei para mim mesma. – Aqui está o meu demônio… e o nome dele é VAIDADE. Constatando a minha impotência, olhei mais uma vez tristemente para o mapa. Se eu desistir, ninguém vai saber, mas “eu” nunca mais vou poder me admirar… perderei o respeito que consegui sentir por mim durante todos esses anos.

Que fazer, meu Deus? Não agüento mais viver esse pesadelo e também não me permito desistir… Durante alguns minutos fiquei ali incapaz de tomar uma decisão. Finalmente, chorando de impotência, vi que só me restava uma alternativa: seguir…


- Vou chegar! Nem que morra pelo caminho, eu vou continuar por causa dessa merda de vaidade imensa que me aprisiona. Desisto! Sou impotente perante mim mesma… nada do que fiz adiantou! Levantei dolorida e decidida a ir de uma vez, enquanto examinava o corpo, arranhado pelos espinhos pequeninos da vegetação rala e rasteira; me arrumei o melhor que pude e levantei a mochila, ligeiramente mais leve.

Ao colocar o chapéu de abas largas, observei um passarinho que dava voltas no ar... Olhei extasiada para o primeiro sinal de vida que via em muitas horas. Subitamente, aproximou-se e pousou na mochila vermelha já em meus ombros...

Parei de respirar, estarrecida. Fiquei imóvel durante o que me pareceu uma eternidade. Muito lentamente, fui
virando a cabeça para não assustá-lo, enquanto o ouvia cantar; a cada segundo que passava, uma certeza louca penetrava em meu coração: é o sinal… é o Universo me respondendo e falando comigo, é meu Amigo que finalmente me ouviu!…

Durante hora e meia andei acompanhada pelo passarinho, que ora estava pousado em mim, ora se afastava para um pequeno vôo, voltando alegremente em seguida. Tudo à minha volta havia mudado. O dia estava lindo! A natureza, antes gasta e árida, me aparecia agora uma velha senhora cheia de sabedoria e vida, com muitas histórias para contar, tentando me transmitir seus segredos seculares…



A brisa suave trazia de longe o doce perfume das ervas e o silêncio me apaziguava, enquanto eu, cuidadosamente, agora desviava o pé quando encontrava qualquer inseto, observando-os com respeito e percebendo-os como mais uma das infinitas formas da manifestação do Divino. 0 planeta emanava sacralidade. Me senti plena integrada ao Todo… parte incontestável do Todo!



Subi o morro íngreme sem nenhum cansaço e, sem perceber, cheguei ao alto, onde via ao longe um rebanho de carneiros brancos e a figura solitária de um pastor. O que foi mesmo que Paulo me havia falado sobre os rebanhos? Era o primeiro que via. Ah sim, me lembrei:


- “Sempre que vir um rebanho, lembre-se da Tradição”… - dissera ele. - Obrigada Paulo, obrigada Mestre Jean, obrigada Tradição - repeti emocionada. Pouco depois cheguei a uma pequena e semidestruída fonte que derramava, brincalhona, um jorro de água gelada; havia uma placa com a inscrição: Fuente del Piojo (Fonte do Piolho). Ri deliciada; sou um piolho do Universo, sentindo que agora de mim jorrava sem parar a fonte da felicidade e a visão da magia da vida…

O pequeno pássaro (teria sido um anjo?!...) bateu suas diminutas asas e senti que desta vez não voltaria; acenei num gesto de adeus simbólico, pois sabia agora que não estava só; que jamais estivera só; que nunca estaria… Tudo era parte do Todo e a solidão era uma grande ilusão…

Soltando a mochila, tirei a roupa e entrei na fonte, refrescando o corpo suado e sentindo os músculos revitalizados pela água que escorria garganta abaixo como o mais delicioso néctar que poderia existir; era o precioso presente da Mãe Terra aos seus filhos amados. Enquanto secava ao sol, leve e relaxada, senti que naquela integração e aceitação das manifestações divinas todo e qualquer julgamento havia se esvaído de mim...

Vi a enorme culpa que vinha carregando inutilmente por toda uma vida: a culpa de ser livre. A culpa de nunca haver conseguido me enquadrar em esquemas ou grupos; o que achava ser uma dificuldade tinha sido, na verdade, a qualidade motora de minhas buscas, responsável por tantas mudanças internas e externas, pelo não-conformismo a um sistema de crenças forjado por outros; ter tido a coragem de buscar minhas próprias experiências e ver “o que” a vida me mostrava de real...

Aceitação era a palavra-chave. Aceitação era Deus! Vi nitidamente a peça que faltava no imenso quebra-cabeça que vinha montando há anos em busca da felicidade… Agora havia descoberto Deus em Sua plenitude de manifestações e eu era uma delas, com ou sem vaidade… Senti que estava exorcizando o meu demônio: - “A culpa de ser um ser livre! A culpa de ser o que sou!” (Anna Sharp). [Extraído de 'A Magia do Caminho Real', p. 70/77. Editora Rosa dos Ventos. 1993].



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 Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael).
Atualizado em 05.02.2015.  Rio das Ostras/R.J.