quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

‘A História Iniciática da Arca de Noé’ & ‘O Abade Prisioneiro’ - (Extratos de ‘O Livro de Mirdad’. Um Farol & Refúgío da Alma!).


“No mais alto cume das Montanhas Alvas, conhecido como o Pico do Altar, jazem as vastas e sombrias ruínas de um mosteiro, outrora famoso, com o nome de ‘A Arca’ . A tradição o ligava a uma antiguidade, tão venerável quanto a do Dilúvio”...

Sejam Bem-Vindos! - Bienvenidos! 
- Welcome!
   
“O Ser Divino em mim, saúda Deus dentro de Ti! - Namastê!

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Namastê! 
“O Deus em mim, saúda o Deus que há em você!

Mensagem de Natal!
“Se Cristo nascer mil vezes em Belém, e não em vossos corações, 
permanecereis extraviados!”. - (Angelus Silesius).

Ao conseguir se aprofundar cada vez mais em seu mundo interior, você atingirá um estado no qual será possível comunicar-se com seu espírito guardião e espíritos guias em seu coração"... (Ryuho Okawa). ['A Essência de Buda. O Caminho da Iluminação']. 

 Oração Celta Druida de Merlin
!
Ó Consciência Absoluta, que está em Mim e em toda parte!/ 
Ouça a minha voz!/ Mãe Cerridwen, Senhora da Luz e da Magia,/
 Seja guia da minha intuição./ Nesse mar do Absoluto, mergulho 
meu Ser interior,/ Em Amor, Sabedoria e Força!”. - (Prece Celta).

“Música suave aquieta a mente, acalma o coração e atrai a presença dos Anjos
”. - 
Escolha sua música de fundo durante a leitura dos textos! -
- [Click on the Harp].















Aprendiz do Caminho' - [Click on the Angel] 

Despertando Contigo  - Youtube.

Sejam Bem-vindos!

Nosso site interage com
os Anjos de Cura,
 d
a categoria angelical
Virtudes’, regida pelo arcanjo Raphael. 
o incentivo do Anjo da Guarda, 
Veuliah’, o A
njo 
Guardião do dia de meu nasciment0
Sua atribuição: 
“O
rientar as pessoas a respeito da missão, lições de vida ou 
resgate kármico”, que 
escolheram a nível da Alma, antes de nascer numa veste humana no planeta Terra.
Um trabalho 
em 
ligação 
com o mestre ascensionado Hilarion
, do 
5º Raio Verde de Cura
”. 
- (Carlos Campos de Raphael).  

Arcanjo Raphael: Chama Verde de Cura! 
 [Click on the Image]

Invocação ao Arcanjo Raphael: 

“Envolva-me em tua chama verde esmeralda e a todos os meus irmãos na Luz. Cura nossos corpos e a mente, afim de que nada negativo nos afete, e tudo que não provenha de Deus seja definitivamente eliminado! Amem!".

Mestre Hilarion. 5º Raio Verde de Cura!
Receba Minha Energia de Cura & Equilíbrio! >
 [Click on the Image]
À medida que cada um de vocês doa com gratidão para todos, 
o Universo de modo imparcial traz mais para cada coisa boa doada... - 
(Eu Sou Hilarion). 

Desperte, Caminhante das Estrelas!
[Click on the image] - YouTube.
“E se você estiver encarnado agora, para o seu despertar?!

Mensagem Para Seu Despertar! - (Mahavatar Babaji).
Youtube. - 7:25- [Click on  the image].
“E se tudo o que você vê, tudo o que você chama de “real” for apenas um sonho? 🌌 E se o despertar for se lembrar de quem você realmente é?! 🌿 Desperte da ilusão da vida cotidiana  e passe a enxergar além do véu do mundo material”...

Esta mensagem não é para a mente — e sim para a Alma. 🕊️ Pode ser um lembrete sagrado de que você não é o sonhador, mas a própria Luz. 🌞 🎧 Ouça com o coração. Deixe que cada palavra abra a porta da lembrança — a porta que leva de volta para Casa. 🌟 – (Ensinamentos de Mahavatar Babaji). 

 YouTube  - [Click on the image].
“Temos que despertar para o fato de que nos planos espirituais não
 estamos  separados, nem divididos” . -  (A Mensagem Pleiadiana).

O Padrão de Deus, em Você! & Carl Jung.
Resultado de imagem para Anjos & Sincronicidade
"Não posso provar que Deus existe, mas meu trabalho provou empiricamente que o "padrão de Deus" existe em cada homem, e que esse padrão (patern) é a maior energia transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo. Encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformada". - [C.G. Jung].



Você Aniversaria hoje? Click nos Anjinhos!

O Anjo Guardião de seu nascimento físico:
 


Anjo Cabalístico do Dia 21/01: 16º Hekamiah.
[Click on the image]. 
O Anjo“O Anjo Guardião 16º. HEKAMIAH, protege quem nasce em 21/01 -
 04/04 - 16/06 - 28/08 e 09/11”. 

Categoria angelical: ‘Querubins’. Príncipe: Raziel.  
 
‘Querubins’. “Categoria de anjos mais retratada pelos artistas e pintores,
 como bebês, com simpatia e graça. É a representação mais conhecida: nus
 e sorriso “maroto” de criança arteira”... - (Lembra-nos o Cupido, ou o deus
 Eros do Amor, da mitologia grega).

Ligação com a Mestra Ascensionada: NADA. (Chohan do 3º raio). “Facilita na
 interpretação de várias línguas. Ajuda a ter maestria na fala terrena e fluência
 na linguagem dos anjos. Auxilia os psicólogos. os consultores jurídicos e
 funcionários do governo. Mestra Nada, foi uma Sacerdotisa na Atlântida". 
- (‘Anjos Cabalísticos’. Monica Buonfiglio).



Anjo da Guarda de 21 de Janeiro: Hekamiah. Protege e orienta quem nasce em 21/Janeiro, 04/Abril, 16/Junho, 28/Agosto e 09/Novembro. Carta do Tarot: O Carro. Número de Sorte: 07. Mês de Mudança: Julho. Planeta: Marte. Hora: 5:00 às 5:20 do dia. Salmo: 87.

Hekamiah. “Protege as pessoas que ocupam posições de comando. Ajuda a combater os tratantes, obter vitória e libertar os oprimidos. Interfere na coragem e fidelidade”...

“Quem nasce sob esta proteção e influência tem uma aura natural e paz. Sua sineridade é refletida através da nobreza e autoridade de  sua personlidade e prestígio”... - (Anjos Cabalísticos, p. 75. Monica Buonfiglio).  Click & Saiba maisAnjo Hekamiah

Estilo de Vida Saudável!
Archangel Raphael: Coma uma dieta saudável, tenha sono adequado e exercite-se regularmente para ter uma ótima saúde!”...

‘A Importância da Alimentação na Terceira Idade’.

“As necessidades nutricionais se modificam no avançar da idade, exigindo maior atenção à ingestão de vitaminas, minerais e proteínas. Evitem carnes vermelhas, alimentos crus, congelados, carboidratos refinados e bebidas alcoólicas, devido a riscos de saúde”. 

“Uma dieta equilibrada contribui para a manutenção da massa muscular, fortalece o sistema imunológico e auxilia na prevenção de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e osteoporose”...




O Plano de Deus Para a Alimentação Humana!
“Deus criou o homem com arcada dentária de frugívoro e “alimentar-se de frutas e ervas que dão sementes”. - (Genesis, 1.29).

 ‘O Evangelho dos Doze Santosdos essênios do Mar Morto e escrito em aramaico, língua hebraica que Jesus se expressava, revela que ele nasceu vegetariano, amava e defendia a vida dos animais


- E Graças a alimentação vegetariana desde 1954, estou adentrando aos 96 anos, lúcido e saudável, sem sofrer dores de cabeça, AVC's, infartos, câncer, etc., que acontecem aos que consomem carne animal!!! E nesta Nova Era, aqueles que despertam vem optando pelo Vegetarianismo ou o Veganismo. Desperte você também!”. - (Carlos Campos de Raphael. Vegetariano e espiritualista, por Amor aos animais).


Respeite a Vida!

Proteja, alimente ou acolha os animais de rua!
Seja um instrumento consciente dos Anjos de Deus!

Os animais são Almas irmãs, fiéis companheiros de jornada que portam a mesma Essência divina da Alma humana. Amam, alegram-se e sofrem aflições como o ser humano ao defrontar as tribulações durante a sua existência física! Respeite a vida! - Vivei e deixai viver! - (O 'Parsifal' de Wagner).



Introdução: -

O Supremo Criador dotou o ser humano com arcada dentária de frugívoro, para ser vegetariano. E criou os animais para seus companheiros de jornada na Terra! Eles são seres sencientes, têm sentimentos de Amor, e suas almas reencarnam, em um processo de evolução da consciência paralelo ao dos seres humanos...

A maioria das pessoas não quer saber disso, para continuar comendo da carne dos animais. Na verdade, é dever espiritual humano protegê-los, do mesmo modo que os anjos guardiães o fazem conosco. 

E embora seja espiritualista e vegetariano desde 1954, só conscientizei-me desse fato aos 70 anos, após meu Anjo da Guarda 'Veuliah', um Anjo de Cura regido pelo arcanjo Raphael, passar a comunicar-se direto comigo através de sonhos lúcidos, sinais e intuições... - (Carlos Campos de Raphael).

A Chama Violeta de Saint Germain. 
A chama violeta transmuta o ódio em bondade, além de expandir a consciência da espiritualidade!.



Respeite o divino direito a Vida!

Ame e seja uma dádiva para todas as criaturas de Deus! 
 Cuida, proteja, alimente ou acolha os cães e gatos de rua!

Os animais são nossos fiéis companheiros de jornada. E defrontam como nós as tribulações da existência física! Suas Almas são da mesma Essência divina da Alma humana: Amam, alegram-se e sofrem aflições como todo ser humano! - Vivei e deixai viver! - (Parsifal de Wagner).

Seja Luz!”. - (Charles Chaplin). 
Carregue dentro de si apenas  o bem! O Amor, a bondade e a paz são sempre boas companheiras! - (Chaplin). 


Respeite a Natureza & A Vida de Todos os Seres!
(Click nos Anjos da Natureza - 'portaldeanjos.blogspot')



Introdução - 
Mensagem aos Amigos & Amigas, Para o Ano de 2026! 
O Ano Novo desperta em todos nós um sentimento maravilhoso de novidade, cria uma rede telepática de poder, esse imenso poder de novos começos com o qual podemos nos sintonizar.



O Livro de Mirdad’ & ‘O Mestre Iluminado da Arca!  - (PDF do Prof. Danilo Brandão).
 
No mais alto cume das Montanhas Alvas, conhecido como o Pico do Altar, jazem as vastas e sombrias ruínas de um mosteiro, outrora famoso, com o nome de ‘A Arca’ . A tradição o ligava a uma antiguidade, tão venerável quanto a do Dilúvio...

Várias lendas se teceram a respeito da Arca; porém, a que mais se espalhava na boca dos montanheses, entre os quais tive oportunidade de passar um verão, à sombra do Pico do Altar, é a seguinte:

“Muitos anos após o grande Dilúvio, Noé, sua família e seus afins, arribaram às Montanhas Alvas, onde encontraram vales férteis, rios caudalosos e um clima extraordinariamente ameno. E ali resolveram fixar-se”...

Tendo Noé percebido que seus dias se aproximavam do fim, chamou para junto de si seu filho Sem, que era, como ele, um sonhador e tinha visões, e lhe falou:

“Repara, filho meu, quão rica foi a colheita de anos de teu pai. Agora o último molho está pronto para a segadeira. Tu e teus irmãos e teus filhos e os filhos de teus filhos repovoareis a Terra desolada, e a tua semente será como a areia do mar, segundo a promessa que Deus me fez”.

No entanto, assalta-me um receio nestes dias bruxuleantes que me restam. É o de que os homens, com o tempo, se esqueçam do Dilúvio e da luxúria e maldade que o provocaram; de que também se esqueçam da Arca e da Fé que a susteve em triunfo, durante cento e cinqüenta dias sobre a fúria dos abismos vingadores.

E de que nem se lembrem da Nova Vida que surgiu e dessa Fé da qual eles são o fruto. Para que eles não esqueçam, eu te peço, filho meu, que levantes um altar sobre o mais alto pico destas montanhas, o qual, daí por diante será chamado o Pico do Altar...

“E rogo-te que construas, à volta desse altar, uma casa que, em todos os pormenores corresponda à Arca e que, sendo embora de menores dimensões, será chamada de “Arca”...
“Sobre esse altar eu me proponho a fazer minha última oferenda. E o fogo que eu ali acender, peço-te que o conserves constantemente aceso... 

Quanto à casa, dela farás um santuário, onde viverá uma pequena comunidade de
pessoas escolhidas, cujo número nunca será nem mais, nem menos que nove. 

Serão conhecidas como os Companheiros da Arca. Quando uma delas falecer, Deus proverá de imediato uma outra que a substitua. 

Estas pessoas jamais deixarão o santuário, onde viverão uma vida de claustro pelo resto de seus dias, praticando toda a austeridade da Arca-Mãe e conservando aceso o fogo da fé, pedindo ao Altíssimo que as guie, bem como assim aos seus
companheiros. As suas necessidades materiais serão providas pela caridade dos que tiverem fé...

Sem, que estivera bebendo, sílaba por sílaba, as palavras de seu pai, o interrompeu para saber o motivo do número nove, nem mais nem menos. E o patriarca, castigado pela idade provecta, explicou: “Porque foi esse o número dos que viveram na Arca”.

Mas, Sem não conseguia contar mais do que oito: seu pai e sua mãe, ele Sem e sua esposa, seus dois irmãos e as respectivas 
esposas. E conseqüentemente, ficou perplexo diante das palavras de seu pai.

Noé, percebendo a perplexidade de seu filho, explicou ainda:

Guarda silêncio, que te vou revelar um grande segredo, meu filho. A nona pessoa era um Clandestino, que somente eu vi e conheci. Era meu constante companheiro e meu homem do leme

Nada mais me perguntes sobre ele, mas, não deixes de lhe guardar um lugar no teu Santuário. Esta é a minha vontade, Sem, meu filho. Providencia para que seja executada”...

E assim foi que Sem fez o que seu pai lhe havia ordenado. Quando Noé se foi juntar aos seus antepassados, seus filhos lhe enterraram o corpo debaixo do altar, na Arca, que por muitos e muitos anos continuou a ser, de fato e em espírito, o verdadeiro santuário idealizado pelo venerável conquistador do Dilúvio.

Com o passar dos séculos, porém, a Arca principiou, pouco a pouco, a receber dos fiéis, donativos muito além do que realmente necessitava. De tal fato resultou que se foi tornando, de ano para ano, mais rica em terras, prata, ouro e pedras preciosas.

Um dia, há algumas gerações, tendo falecido um dos Nove, apresentou-se um estranho aos portões do mosteiro, que  solicitou sua admissão na comunidade.

De acordo com as antigas tradições da Arca, tradições que jamais tinham sido violadas, o estranho deveria ser admitido de imediato, já que havia sido o primeiro a solicitar essa admissão, após o falecimento de um dos Companheiros.

Mas, o Superior da comunidade, que era o
nome que se dava ao abade, era nessa ocasião um homem prepotente, de mentalidade mundana e de coração duro.

Não se agradou da aparência do estranho que estava nu, faminto e coberto de chagas; disse-lhe que era indigno de ser admitido na comunidade.

O estranho insistiu em ser admitido; sua insistência enfureceu de tal modo o Superior que exigiu ao estranho que se retirasse de imediato. O homem, porém, era perseverante e recusava-se ir embora.
 
E, afinal, venceu a resistência do Superior, que o admitiu apenas como servo. Muito tempo esteve o Superior à espera de que a
Providência lhe enviasse um Companheiro para substituir o que havia falecido. Foi em vão. Ninguém apareceu. 

assim, pela primeira vez na sua história, a Arca alojava oito companheiros e um servo...

Passaram-se sete anos e o mosteiro se tornou tão rico que já ninguém podia calcular a quanto montava sua riqueza. Possuía todas as terras e vilas por muitas milhas ao seu redor. 

O Superior estava muito contente, e passara a ter uma boa disposição para com o estranho, acreditando que havia trazido “sorte” para a Arca.

Ao iniciar-se o oitavo ano, porém, a situação começou a modificar-se lentamente. A antiga e pacífica irmandade
principiou a fermentar. O esperto Superior logo percebeu que a causa daquilo era o estranho e resolveu expulsá-lo.

Era tarde! Muito tarde! Os monges, sob a sua direção, já não se conformavam com regras ou razão alguma. Em dois anos doaram todas as propriedades do mosteiro, pessoais ou gerais. Os inúmeros arrendatários de terras passaram a ser proprietários. 

No terceiro ano os monges abandonaram o mosteiro. E, o que é mais terrível, o estranho amaldiçoou o Superior, dizendo que ele ficaria preso àquele local e se tornaria mudo. Essa é a lenda...

Não faltaram testemunhas que afirmassem tê-lo visto várias vezes, quer de noite, quer de dia, a vagar pelas terras
do mosteiro abandonado, deserto e reduzido a ruínas. 

No entanto, ninguém jamais conseguira arrancar uma única palavra de seus lábios. Mais ainda, de cada vez que percebia a presença de qualquer homem ou mulher,
desaparecia, ninguém sabe onde.

Confesso que esta lenda tirou-me o sossego. A visão de um monge solitário — ou talvez sua sombra — vagando há muitos anos na sede de um velho santuário, no alto de um pico desolado do Altar, era por demais obsecante para que eu pudesse abandoná-lo. 

Encantava-me os olhos; dominava-me o pensamento; fazia-me ferver o sangue; queimava-me a carne e os osso. E, por fim, , decidi: — Subirei a montanha...

A Escarpa Rochosa.
De frente para o oceano e elevando-se a centenas de metros acima do nível do mar, pedregoso e quase a prumo, o Pico do Altar mostrava-se à distância, inacessível, um verdadeiro desafio a quem audaciosamente o tentasse escalar... 

No entanto, duas veredas razoavelmente seguras me foram mostradas, ambas tortuosas e contornando os precipícios — uma ao sul e outra ao norte. 

Resolvi desdenhá-las ambas. Entre elas, [no meio] descendo diretamente do cume e chegando bem próximo à base da montanha, pude vislumbrar uma ladeira estreita e lisa que me parecia a estrada real para o pico. Atraiu-me com uma força estranha e decidi fazer dele o meu Caminho...
Quando revelei a minha decisão a um dos montanheses ele fitou-me com um par de olhos flamejantes e, juntando as mãos, exclamou, aterrorizado:

“Pela Escarpa Rochosa?! Não seja tolo em vender por tão pouco a sua vida. Muitos já antes o tentaram, porém nenhum deles jamais voltou para contar o que houve. A
Escarpa Rochosa?! — Não! Jamais!”.

E assim dizendo, insistiu em guiar-me  montanha acima. Eu, porém, dispensei delicadamente o seu auxílio. Não posso explicar porque o seu terror causou em mim em efeito contrário ao que seria de esperar. Ao invés de me deter, estimulou-me a prosseguir, tornando mais firme a minha decisão de iniciar a escalada...

Certa manhã, exatamente no momento em que a escuridão começava a dissolver-se na luz, sacudi de meus olhos os sonhos da noite e empunhando meu bordão e sete pães, parti para a Escarpa Rochosa. 

O suave alento da noite que expirava, o pulso rápido do dia que nascia, uma ânsia de enfrentar o mistério do monge prisioneiro e a ânsia, ainda maior, de libertar-me de mim mesmo, ainda que fosse por um só momento, pareciam por asas nos meus pés e dar vivacidade a meu sangue.

Principiei a jornada com um hino no coração e firme propósito em minh’alma. Quando, porém, depois de uma longa e alegre caminhada, cheguei à extremidade inferior da Escarpa, e tentei a escalada com os olhos, o hino morreu-me na garganta... 
Aquilo que, visto de longe, me havia parecido uma estrada reta, suave e estendida como uma fita, apresentava-se agora, larga, quase a prumo, altíssima e inconquistável. 

Até onde minha vista alcançava, para cima e para os lados, eu só via blocos de cristal de rocha de vários tamanhos, eriçados de pontas aguçadas e arestas afiados como navalhas. Nem o mais leve sinal de vida. Toda a paisagem ao redor era de tal modo sombria que só podia inspirar pavor. 

De baixo, nem ao menos se vislumbrava o topo da montanha. Não me deixei, porém, dissuadir. Sentindo, ainda, flamejar no meu rosto o olhar do homem que me havia advertido contra a escarpa, reforcei minha decisão e principiei a escalada. 

Logo, porém, compreendi que somente com os pés não poderia chegar muito longe, pois o cristal de rocha escorregava debaixo deles produzindo um ruído terrível como um milhão de gargantas que estivessem sendo estranguladas. 

Para avançar eu precisava enterrar as mãos e os joelhos, tanto quanto os dedos dos pés, naquelas rochas móveis. Como
desejei ter a agilidade de uma cabra!

E eu avançava para cima, engatinhando em zig-zag, sem descanso. Receava que caísse a noite antes que pudesse atingir meu alvo. Nem me passava pela idéia desistir.

O dia tinha sido bem empregado, quando, subitamente, senti fome. Até aquele momento nada havia comido ou bebido. Os pães que eu havia atado em um lenço à cintura eram uma preciosidade cujo valor eu bem podia avaliar naquele instante. 

Desamarrei-os e estava para quebrar o
primeiro bocado, quando senti soar nos meus ouvidos o som de uma sineta e algo que me parecia o lamento de uma flauta. Nada me pareceria mais assustador no seio daquela desolação rochosa.

Subitamente vi surgir, sobre uma rocha à minha direita, uma grande cabra negra com um cincerro ao pescoço. Antes que pudesse tomar fôlego, vi-me cercado por cabras que me envolviam, pisando nas rochas e produzindo, assim, um ruído muito mais horrível do que os meus pés faziam. 

Como se tivessem sido convidadas, as cabras atiraram-se aos meus pães e os teriam arrancado de minhas mãos se não tivessem ouvido a voz do pastor que, não sei como, nem quando, surgiu a meu lado. 

Era um jovem de agradável aparência — alto, forte e cheio de alegria. Só tinha, por vestimenta, uma pele que lhe cingia os rins, e a flauta, na sua mão direita, era sua única arma...
“Esta minha cabra-guia”, disse ele suavemente e a sorrir — “é muito mimada. Dou-lhe pão, sempre que o tenho. Faz, porém, muitas e muitas luas que não passa por aqui nenhuma criatura que traga pão consigo”.

A seguir, dirigiu-se à cabra: “Vês como a Fortuna tudo provê, minha guia fiel? Nunca descreias da Fortuna”.

E logo, abaixando-se, apanhou um pão. Julgando que ele estivesse com fome, disse-lhe amável e sinceramente:

“Podemos partilhar esta frugal refeição. Há pão suficiente para nós ambos... e para a cabra-guia”...
Fiquei, porém, quase paralisado de assombro a vê-lo atirar às cabras o primeiro pão, o segundo e o terceiro... todos, até o sétimo, tirando, de cada um, um bocado para si. 

choque que recebi foi de tal ordem que a ira começou a ferver-me no coração. No entanto, compreendendo a incapacidade minha, consegui aquietar um pouco a cólera e, com expressão de espanto, voltei-me para o pastor de cabras dizendo, como quem ao mesmo tempo suplica e censura:

“Agora que acabaste de dar às tuas cabras o pão de um homem faminto, não lhe vais dar um pouco de leite?”

- “O leite de minhas cabras é veneno para os tolos, e não quero que nenhuma delas seja culpada da morte de alguém, nem mesmo de um tolo”.

- “Mas por que sou tolo?”

- “Porque trazes sete pães para uma viagem que dura sete vidas”.

- “Deveria então ter trazido sete mil?”

- “Nem um só”.

- “O que me aconselhas, então, é encetar essa longa viagem inteiramente sem provisões?”

- “O caminho que não oferece provisões ao viandante não merece sua confiança”.

- “Desejarias então que eu comesse pedras e bebesse o meu suor?”

- “A tua própria carne te bastará como pão, e o teu próprio sangue te bastará como água. É esta a solução”.

- “Levas muito longe o teu escárnio. Não posso, porém, retribuí-lo. Aquele que come do meu pão, torna-se meu irmão, ainda que me deixe faminto. 

O dia está fugindo por trás da montanha e preciso recomeçar minha marcha. Queres informar-me se ainda estou muito longe de cume?”

Estás muito perto do Esquecimento”.

E assim dizendo, colocou a flauta nos lábios e saiu marchando ao som de agrestes notas que pareciam um lamento dos mundos inferiores. 

A cabra-guia o seguiu e, após esta, todas as outras. Durante muito tempo pude ainda ouvir o ruído das rochas pisadas e o balir das cabras, de mistura com os lamentos da flauta.

Tendo esquecido a fome, principiei a recuperar parte de minha energia e da minha determinação que o cabreiro havia
destruído. Se a noite me alcançasse naquela vereda pedregosa, precisaria achar um lugal onde pudesse repousar os ossos cansados, sem correr o risco de rolar pelo despenhadeiro abaixo. 

Recomecei a engatinhar. Olhando para baixo, mal podia acreditar que já tivesse
subido tanto. O início da vereda escarpada já não mais estava à vista. E olhando para cima, parecia-me que dentro em pouco alcançaria o cume.

Ao cair da noite atingi um grupo de rochas que formavam como que uma gruta. Conquanto a gruta ficasse no topo de um abismo, em cujo fundo se podiam ver sombras negras e pavorosas, resolvi dela fazer minha pousada para a noite.

Minhas sandálias estavam esfarrapadas e tintas de sangue. Quando tentei tirá-las, descobri que minha pele a elas se havia colado. As palmas de minhas mãos estavam cobertas de casca, arrancados de uma árvore morta. 

A maior parte das minhas roupas tinha sido arrancada pelas pedras agudas. Sentia a cabeça andar à roda, de tanto sono. A mente me parecia estar vazia de qualquer pensamento ou idéia...

“Aqui termina a parte do Livro que me é permitido publicar para o mundo. Quanto ao restante, a sua hora ainda não é chegada. Tão logo chegue esse momento, todos serão avisados"...
 
[Capa da 1a. Edição no Brasil de O Livro de Mirdad. 1965. Rozekruis-Pers. Lectorium Rosicianum. São Paulo /SP.].

[Fonte: ‘O Livro de Mirdad’/ Pdf / Postado por Danilo Galvão às 09:52 - terça-feira, 21 de janeiro de 2014/
https://anjosensinosluz.blogspot.com/].
Atualizado em 21 de Janeiro de 2026].


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Não procure Deus olhando para o céu...


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LUZ, AMOR E PAZ! (CARLOS CAMPOS DE RAPHAEL).
[Atualizado. 21/.JAN/2026. RIO DAS OSTRAS / Litoral Norte  do /RIO DE JANEIRO 
]..

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