terça-feira, 23 de outubro de 2012

MISTICISMO ANTIGO & FÍSICA MODERNA – ('Para Além da Mente').

  
“A unicidade básica do universo não é apenas uma característica central da experiência mística, mas também uma das mais importantes revelações da física moderna. Ela se torna aparente no nível atômico e manifesta-se mais  e mais à medida que mergulhamos mais fundo na matéria, até o domínio das partículas subatômicas”. (Fritjof Capra.‘O Tao da Física’ ). [Cf. ‘Para Além da Mente’, p. 25. Abril-Livros].

A Nova Ciência da Consciência - ('Para Além da Mente').
 
“No domínio da neurociência, os estudos de cérebros humanos danificados por defeitos congênitos, acidentes, doenças ou cirurgias, revelaram que as pessoas atingidas exibem às vezes desconcertantes capacidades mentais e perceptivas que, para alguns pesquisadores do cérebro, parecem emanar de um ‘segundo eu’, ou espírito interior”.

Tais observadores acreditam ter vislumbrado sinais de uma vontade mais alta que parece derivar seu poder não do ser físico, mas de alguma fonte imaterial que está além do alcance dos instrumentos científicos.

Ao explorar os estados alterados de consciência induzidos de diversas maneiras por sonhos, transes meditativos e drogas, alegam ter encontrado indícios de uma realidade mais ampla e invisível subjacente ao mundo físico; uma sintonia com esse domínio invisível, especulam, pode explicar fenômenos paranormais tais como a precognição, a psicocinese e um sentido de iluminação e de unicidade com o universo.
O que é ainda mais surpreendente é que o apoio para essa mudança nas teorias sobre a mente veio da mais ‘resistente’ de todas as ciências, a física.

“As perplexidades efêmeras acerca da natureza da consciência não costumam ser preocupações comuns dos físicos, mas à medida que foram mergulhando mais fundo nos estranhos cenários do mundo subatômico, esses cientistas descobriram que dentro do átomo as regras ordenadas de comportamento que governam os objetos de maior tamanho, tais como bolas de tênis e planetas, perdem a validade”.

No mundo subatômico, “a matéria e a energia tornam-se quase indistinguíveis, e a previsibilidade do universo newtoniano cede lugar à probabilidade, às incertezas dos jogos de dados e da previsão do tempo”.

“Do ponto de vista quântico, o universo não é apenas uma coleção de componentes mecânicos, como um brinquedo de corda, mas é também um todo indivisível e todas suas partes, inclusive a mente humana, agem sobre todas as demais, e reciprocamente. Alguns físicos muito respeitados chegaram até a afirmar que, sem a mente perceptiva dos seres humanos, o universo que conhecemos não existiria absolutamente – a mente, dizem, pode ser a lente que focaliza o mundo dos acontecimentos aleatórios na realidade ordenada que percebemos”.

Especulações como esta são um estranho eco dos antigos ensinamentos dos místicos orientais, que professavam a interligação da consciência e do cosmo séculos antes do surgimento da pesquisa científica.

“Usando ocasionalmente a lógica, mas com maior frequência confiando na intuição, os fundadores e praticantes de religiões e filosofias orientais como o hinduísmo, o budismo e o taoismo conceberam retratos holísticos do universo nos quais a mente e a matéria se fundem e fluem sem descontinuidade de um para o outro”...

Por exemplo, 1500 anos antes que a física quântica fosse desenvolvida, um texto básico do budismo chamado Avatamsaka Sutra ensinava que a consciência     e o mundo material – que para as mentes não iluminadas parecem estar irremediavelmente separados – estão na verdade unidos em uma suave continuidade conhecida em sânscrito como o dharmakaya, ou “corpo da grande ordem”.
“Quando a consciência dessas visões convergentes de mundo começou a crescer no Ocidente, o estudo da consciência, de suas origens e funções, surgiu como um dos mais importantes empreendimentos intelectuais de nosso tempo”...

“Para muitos observadores ansiosos, a cultura ocidental parece ter tomado um rumo desastroso de exploração ecológica e ganância desenfreada, e alguns filósofos estão sugerindo que só uma abordagem totalmente nova ao entendimento da consciência – aquilo que Kennet Pelletier, autor popular que escreve sobre o assunto, descreve como “uma nova ciência da consciência” – colocará a sociedade em um caminho mais correto. Pelletier prevê que a ordem de pensamento que favorece o material sobre o espiritual cederá lugar a uma nova ordem holística, unindo as duas correntes aparentemente contraditórias”...
“O debate sobre as origens da consciência tem sido mantido pelo menos desde os tempos de Platão. O filósofo grego foi um dos primeiros a argumentar que a mente humana era uma entidade por si mesma, cuja existência não dependia do corpo (*)".
"Embora anatomicamente situasse a mente dentro do cérebro, Platão negava todo o relacionamento entre os dois; acreditava “que o cérebro era uma esfera – a forma geométrica perfeita, segundo os antigos gregos – e, portanto, um depositório adequado para aquilo que julgava ser a essência da humanidade”. [‘Para Além da Mente’, p. 9/10. Abril-Livros].

(*) Fato comprovado pelo cientista Dr. George Rodonaia, na experiência sua quando estava fora do corpo, atropelado e morto pela KGB russa, mas descobriu que, mesmo sem o seu corpo (na geladeira do I.M.L., Instituto Médico Legal), ele podia pensar, e lembrou-se do dito cartesiano, “Penso, logo existo”. Ele relata o fato “ao vivo”, após voltar à vida três dias depois, quando os médicos iniciaram o processo de autópsia no seu corpo físico. (Ver o documentário, “Vida Após a Morte’, vídeo elaborado pelo Dr. Raymond Moody].

 Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael).