sábado, 19 de abril de 2014

“Certa Noite, Véspera de Páscoa” – (As Bodas Alquímicas de Cristão Rosacruz).

"Vi então maravilhosa figura feminina, trajando uma veste de cor azul como o céu e magnificamente coberto de estrelas douradas. Na mão direita segurava uma trombeta de ouro maciço em que estava gravado um nome que bem pude ler, porém que mais tarde não me foi dado revelar". (Christian Rosenkreuz).
(*) Antes de nascer, você eu já vivemos. E as características do Anjo da Guarda do dia de nosso nascimento físico, pode revelar o que viemos fazer neste "campo quântico de possibilidades": expandir a consciência da "criança divina" -, 'Deus em nós', o Self imortal. Mas esquecemos nossa origem divina ao adentrar a veste física, qual a missão escolhida e as lições a ser apreendidas no embate das "forças dos opostos"... Mas, NOTE BEM: Embora a infância seja pré-determinada, é-nos dado mudar o rumo da vida, na adolescência e vida adulta - para o 'bem' ou o 'mal'; para baixo ou o Alto... "Destino" é fruto de tudo aquilo que, no hoje vivente, você escolhe! (Campos de Raphael).

“Certa Noite, Véspera de Páscoa” – ‘As Núpcias Alquímicas de Christian Rosenkreuz’ - [Cristão Rosacruz].

“O mais elevado saber é que nada sabemos”. (‘As Núpcias Alquímicas de Christian Rosenkreuz’, p.8].

“Certa noite, véspera do dia de Páscoa estava sentado à mesa e, segundo o meu costume, conversado com o Criador em humilde oração e meditado sobre grandiosos segredos – pelos quais o Pai das Luzes mostrara-me em profusão sua majestade”.

Desejava, pois preparar no coração, juntamente com meu bem-amado cordeiro pascal, um bolo ázimo imaculado, quando repentinamente se desencadeou vento tão terrível que nada pude pensar senão que, por força da violência, minha casinha escavada na montanha se desmoronaria. Contudo, tal tentativa do Diabo, que me havia causado muitas penas, não me surpreendeu.

Cobrei ânimo e prossegui minha meditação até alguém tocar-me as costas, coisa que não estava acostumado, assustando-me de tal modo que me não ousei volver. Conservei a confiança, porém até onde pode fazê-lo em tais circunstâncias a fraqueza humana. Todavia, após ser puxado pelo casaco repetidas vezes, eu me voltei.

Vi então maravilhosa figura feminina, trajando uma veste de cor azul como o céu e magnificamente coberto de estrelas douradas. Na mão direita segurava uma trombeta de ouro maciço em que estava gravado um nome que bem pude ler, porém que mais tarde não me foi dado revelar.

Na mão esquerda tinha um maço de cartas, escritas em vários idiomas que ela, como soube, mais tarde, deveria distribuir por todos os países. Tinha também grandes e belas asas, cobertas de olhos em toda a sua extensão, com que podia evolar-se e voar mais rápido do que a águia... Quiçá houvera podido observá-la com mais vagar, porém como permaneceu tão pouco tempo junto a mim. E eu ainda estava aterrorizado e maravilhado, disso desisti.

Tão logo eu me voltei, buscou entre suas cartas, extraindo dentre elas uma pequena, que colocou sobre a mesa com profunda reverência, retirando-se de minha presença sem dizer sequer uma palavra. Enquanto se evolava, porém tocou sua trombeta tão vigorosamente que a montanha inteira reboou. Após quase um quarto de hora, eu ainda não podia escutar a própria voz.

Diante dessa aventura inesperada, realmente não sabia eu, pobre lorpa, o que fazer. Por isso, caí de joelhos e pedi ao Criador que me guardasse de tudo o que pudesse ameaçar minha salvação eterna, após o que, com temor e tremor, apanhei a pequena carta.

Se mesmo fora ela de ouro maciço não seria tão pesada como era. Ao examiná-la com cuidado, descobri um pequeno selo com que estava fechada. Neste estava gravada uma cruz delicada com a inscrição: In hoc signo + vinces – [Por este sinal vencerás].

Tão logo descobri esse sinal, acalmei-me sobremaneira, pois bem me era conhecido que tal sinal não agradava ao Diabo, e que ele próprio não o utilizaria. Abri cuidadosamente, pois a carta. Nela estavam escritos, em fundo azul e com letras douradas, os seguintes versos:
Hoje, hoje, hoje,/ é o dia das núpcias do rei./ Se nelas tomar parte hás nascido/ e por Deus para a alegria eleito foste,/ podes vir até a montanha/ em que os três templos se encontram/ e lá o milagre contemplar.

Sê vigilante!/ Examina-te prudentemente!/ Se te não purificares,/ as núpcias podem causar-te dano./ Quem dos pecados não se lavar,/ demasiado leve achado será! – Em baixo estava: Sponsus et Sponsa. (‘As Núpcias Alquímicas de Christian Rosenkreuz', p. XV/XVII. Editora Rosacruz Áurea. 1993). [*]
(*) A obra acima, foi editada originalmente em 1616 pela Rosacruz Clássica, e recebeu uma análise esotérica de Jan van Rijckenborgh, que esteve a frente do trabalho da Escola Espiritual da Rosacruz Áurea, entre 1924 a 1968 – quando deixou a veste física. Um ano antes, ele realizou a V Conferência de Aquarius, primeiro na Europa e a seguir no Brasil, em 1967, no Grande Hotel de Águas de São Pedro, Estado de São Paulo. Na época, éramos alunos dessa Escola Espiritual e acompanhamos o trabalho dele desde a I Conferência de Aquarius em 1963, na Holanda. (C.de R).

E de Núpcias Alquímicas, extraímos estes trechos: Quem se aprofunda no curso de desenvolvimento do trabalho gnóstico, descobre que ele pode ser comparado com a subida de escada numa torre. A cada momento um novo degrau da escada em espiral pode ser galgado e, de tempos em tempos, as janelas da torre oferecem-nos, durante a subida, novas vistas que nos fazem silenciar de gratidão e iluminam consideravelmente nosso discernimento no Caminho”...

... “Quem foi ou quem é Christian Rosenkreuz? [Ou melhor, Cristão Rosacruz]. Ele é o protótipo do verdadeiro homem original, que realmente é Cristo, o homem em quem o Cristo foi liberado após percorrer a senda da cruz na força da rosa”.

“Esse caminho é a via crucis. A cruz surge mediante duas linhas de força [uma vertical e outra horizontal] que se entrecruzam perpendicularmente. Isso significa uma mudança total, uma transformação de forças, uma transmutação alquímica”.

“A rosa [símbolo do reino divino] em nós tem de ser ligada a seu verdadeiro campo de vida, o campo da imortalidade. A rosa deve ser libertada mediante a via crucis da transfiguração. Eis por que falamos de Rosa-Cruz. Esse trabalho tem de acontecer na força de Cristo, na força eletromagnética da vida universal. Por isso, o homem que realmente percorre e realiza esse caminho pode ser denominado Christian Rosenkreuz” - [ou melhor, Cristão Rosacruz]...

“O conteúdo do livro é extremamente fantástico: No decorrer de sete dias C.R.C. vivencia diversas cerimônias e provas; finalmente é sagrado Cavaleiro da Pedra Áurea. Precedendo os sete dias, há um prólogo e um sonho. Após achamos descrições românticas [alegóricas], entre outras a pesagem das virtudes dos candidatos. Muitos reis, imperadores e nobres não suportam sequer o primeiro julgamento, representado pelo primeiro peso, e expulsos com diversas penas.

Os eruditos e nobres são escarnecidos, os piedosos senhores e supostos magos são apresentados como enganadores do povo e artesão de uma imitação da pedra filosofal e são expulsos do prato da balança com golpes de chicote e açoite.

Outros são fanfarrões: um diz escutar o céu murmurar, outro pode ver o mundo ideal de Platão, um terceiro pode contar os átomos de Demócrito, um quarto descobriu o movimento perpétuo - o  Perpetuum Mobile.
  Todavia, a renúncia a todo e a qualquer tipo de egocentrismo, bazófia e presunção lhes é completamente estranha: nenhum deles morreu a morte das cobiças... Unicamente a modéstia e autoconhecimento permitem a C.R.C. vencer. Quando, ao chegar ao final de suas provas, deve escrever seu nome numa pequena capela, ele escreve: “O mais elevado saber é que nada sabemos”. [Cf. ‘As Núpcias Alquímicas de Christian Rosenkreuz’, p.7/8. Editora Rosacruz Áurea. 1993].
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 Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael).

sábado, 12 de abril de 2014

A Mente Universal, Unicidade & Física Quântica – (Larry Dossey, M.D.).

"Talvez o sujeito não tenha uma alma que seja sua, mas só um pedaço de uma grande alma - a grande alma que pertence a todos". (John Steinbeck. 'As Vinhas da Ira').
(*) Antes de nascer, você eu já vivemos. E as características do Anjo da Guarda do dia de nosso nascimento físico, pode revelar o que viemos fazer neste "campo quântico de possibilidades": expandir a consciência da "criança divina" -, 'Deus em nós', o Self imortal. Mas esquecemos nossa origem divina ao adentrar a veste física, qual a missão escolhida e as lições a ser apreendidas no embate das "forças dos opostos"... Mas, NOTE BEM: Embora a infância seja pré-determinada, é-nos dado mudar o rumo da vida, na adolescência e vida adulta - para o 'bem' ou o 'mal'; para baixo ou o Alto... "Destino" é fruto de tudo aquilo que, no hoje vivente, você escolhe! (Campos de Raphael).

A Mente Universal, Unicidade & Física Quântica (Larry Dossey, M.D.).
"O universo apresenta evidências de... mente em três níveis. O primeiro nível é o dos processos físicos elementares na mecânica quântica. Nesta, a matéria não é uma substância inerte, mas um agente ativo que constantemente faz escolhas entre possibilidades alternativas, segundo as leis da probabilidade. Toda experiência quântica obriga a natureza a fazer escolhas. Parece que a mente, manifestada como a capacidade de escolher é, até certo ponto, inerente a cada elétron”.

“O segundo nível em que detectamos... a mente -, é aquele da experiência humana direta. Nossos cérebros parecem dispositivos aptos para a amplificação do componente mental das escolhas quânticas feitas pelas moléstias que estão dentro da cabeça... Há evidência... de que o universo como um todo é hospitaleiro ao crescimento da mente... Portanto, é razoável crer na existência de um certo nível da mente, um componente mental do universo. Se acreditarmos nesse componente, então podemos dizer que somos pequenos pedaços do aparato mental de Deus”. (Freeman Dyson).

Henry Margenau e a Mente Universal
"É fácil encontrar entre os poetas, místicos e filósofos apoio para a natureza anímica, não-localizada, da mente; pode-se até acrescentar à lista alguns cientistas que, de quando em quando, se entretiveram com a ideia. Mas, é extremamente raro encontrar um cientista contemporâneo, respeitado entre os colegas por suas contribuições fundamentais a sua área, que tenha declarado em público que a mente é universal"...

Um tal indivíduo é Henry Margenau, Professor Emérito de Física e Filosofia Natural da Universidade de Yale. Completando uma carreira como eminente teórico tanto em física molecular quanto em física nuclear, o professor Margenau começou a investigar as bases filosóficas da ciência natural.

Hoje a maioria dos físicos levam vidas um tanto curiosas. Eles vêem a física de maneira totalmente utilitária – como uma ferramenta, como um meio para um fim. Esse modo de enxergar a ciência conduz a uma clara duplicidade de existencial.

A visão de mundo da Física é radicalmente diferente daquela em que o físico – e nós – vivemos fora do laboratório. Quando ele guarda suas ferramentas no final do dia, deixa atrás de si aquela visão de mundo necessária ao uso desses instrumentos no laboratório, e assume outra, dominada p elo senso comum.

É claro que todas as pessoas possuem múltiplas visões de mundo que as orientam em diferentes circunstâncias, como no caso do homem de negócios que, no domingo, é um devoto, mas nos outros é cruel e impiedoso em sua conduta profissional.

Em todo caso, visões múltiplas da realidade são absolutamente necessárias para se permanecer vivo e operante neste mundo, conforme demonstrou o psicólogo Lawrence LeShan em seu livro ‘Altenate Realites’ [Realidades Alternadas]. A tarefa é sempre escolher o modo de encarar o mundo que melhor se ajuste à situação.

Seria impossível, e bastante insensato, viver coerentemente de acordo com uma só visão de mundo. Sabemos disso intuitivamente, e ninguém tenta aferrar-se à mesma visão da realidade o tempo todo. Quando trabalhamos, brincamos ou sonhamos, estamos constantemente assumindo e abandonando diferentes pressuposições sobre a realidade, embora possamos não fazê-lo conscientemente.

O professor Margenau ampliou a visão de mundo do laboratório de física, sugerindo que esta ciência alude a uma realidade significativa não apenas quando se faz física, mas também ao se fazer um lance no recinto da bolsa de valores, atravessar a rua e limpar a geladeira. Esta concepção é de longo alcance e a tudo inclui, contendo em si todas as visões de mundo auxiliares e utilitárias que assumimos e abandonamos em nosso dia-a-dia...
Recentemente, têm aparecido muitos livros sobre a “nova física” e sobre como este conhecimento pode relacionar-se com os assuntos humanos. Mas a contribuição de Margenau é singular. Sua obra, ‘The Miracle of Existence’ [O Milagre da Existência], é a mais vigorosa e excitante exposição surgida nos últimos anos, talvez desde as propostas de Schrödinger. As implicações espirituais revelam-se inequivocamente, pois não se trata apenas de um livro sobre física, mas de um livro sobre Deus.

Margenau usa o termo “Mente Universal”, que é equivalente à nossa mente não-localizada. Empregamos este último começo ao fim deste livro por conter ele uma neutralidade que “Mente Universal” não possui, devido às conotações religiosas que têm pesado sobre esta denominação.

Mas, na análise que segue, utilizaremos fundamental mente a própria terminologia de Margenau. O leitor pode trocar livremente o termo “universal” por “não-localizado”, sem cometer nenhuma injustiça para com as elevadas concepções desse cientista. “Unidade” e “unicidade” são a base da dieta diária do poeta e do místico. Mas por que os físicos, hoje, falam desses assuntos? Nossos físicos “viraram místicos”?

Uma das razões que justificam os físicos voltarem-se para essas questões é um “fato tão banal, conquanto peculiar, que não é capaz de causar espanto ao cientista moderno[:]... a igualdade das propriedades dos constituintes elementares da matéria”.

Todo estudante de escola primária sabe que há uma espantosa coerência e unidade na natureza. Todos os átomos de oxigênio, e todos os átomos de uma dada espécie, têm a mesma massa ou peso. Todos os elétrons têm a mesma massa, spin e carga, o que reflete uma precisão que nunca poderia ser atingida nas coisas feitas pelo homem. E isso é verdadeiro para todas as propriedades dos constituintes elementares da matéria.

Quando encontramos esta igualdade e unidade no mundo macroscópico do dia-a-dia –, por exemplo, no fato de as moedas e as cédulas serem do mesmo valor e os automóveis serem da mesma fabricação, ou na uniformidade do maquinário da linha de montagem-, de imediato supomos que foram planejadas pelo homem e, portanto, refletem a mente do homem.

“Não deveríamos fazer uma suposição semelhante, e não somos compelidos a fazê-la com respeito às entidades fundamentais da física atômica e nuclear... [embora] a inteligência que há por trás delas não seja a do homem [?]”

Margenau admite a resistência óbvia, emocional e racional que os cientistas ocidentais sentem em postular uma Mente Universal, da qual fariam parte todos os seres conscientes e “talvez todas as entidades que compõem o mundo”. E com intuito de tornar essa ideia “menos repulsiva ao físico moderno”, ele faz uma série de observações adicionais para atenuar o choque.

Há um aspecto na física nuclear recente, contido na atual teoria de medida, que implica algo como uma unicidade no mundo físico. Ao explicá-lo, Margenau faz uso do termo onta que ele emprega para designar “qualquer entidade seja lá qual for, especialmente quando ela desafia a intuição comum”. (Onta é o plural de on, palavra grega que significa “ser”).

As descobertas da física nuclear sugerem que, em certas situações, diferentes onta conseguem juntar-se, perdendo a sua identidade – uma clara sugestão de que a unicidade existe nos níveis mais fundamentais da natureza. Mas esta unicidade é complexa; pois, embora haja uma perda de identidade, os onta não se fundem numa total indistinguibilidade; eles ainda conservam o seu “número”. Assim, a individualidade persiste, paradoxalmente, no movimento que conduz à unidade deste nível da natureza.

Como exemplo, considere o comportamento dos nêutrons e dos prótons. Quando estão separados no espaço e, portanto, não interagem, um deles é neutro e o outro carrega uma carga positiva. Ao chegarem suficientemente próximos entre si “suas identidades desaparecem, suas propriedades se fundem, tornando-se então impossível uma distinção entre eles. Mas são ainda dois onta”.

Além disso, Margenau mostra que os cientistas de hoje admitem a existência de três forças fundamentais distintas entre os constituintes do mundo nuclear. A potência dessas forças depende da energia das entidades interagentes. À baixas energias de interação, sua potência difere enormemente.

“Estranhamente, porém, os valores das três forças quase equivalem-se em energias extremamente altas, se as teorias atuais estiverem corretas”. Mais uma vez, uma indicação de unicidade...

O que concluímos dessas observações? Átomos não são seres humanos e elétrons não são mentes. Há algum ponto de comparação entre as “unicidades” existentes nos níveis físico e mental? Margenau está convencido de que é possível falar, como físico, sobre a unicidade que abrange níveis distantes da natureza, devido às revelações da ciência moderna.

Como evidência de que não está sozinho nesta convicção, ele arrola os pontos de vista de duas figuras centrais da física moderna, Werner Heisenberg e David Bohm. Pouco antes de morrer, Heisenberg publicou um artigo que continha a proposta de que certos conceitos fundamentais e mecanicista do senso comum, tais como “ser composto de” e “partes distintas designáveis”, podem não ter sentido para as realidades extremas com as quais a física procura lidar.

E o físico Bohm expressou a mesma opinião. “Assim”, disse ele, “chega-se a uma nova noção de totalidade ininterrupta, que nega a ideia clássica de analisabilidade do mundo em partes separadas e independentes”. E como o “pensamento particulado” desaparece no nível dos átomos, Margenau faz uma pergunta fundamental:

“Não seria esse tipo de negação [a negação da separabilidade em partes] necessária também para a consciência, para a mente, de modo que a questão das mentes separadas, contribuindo para ou formando a mente universal, pudesse tornar-se significativa? Alguns filósofos que contribuíram para os Vedas e os Upanishades responderiam afirmativamente, sem dúvida; e as afirmações dos místicos que fundiram-se em êxtase com Deus fornecem evidências adicionais para a natureza a-numérica das almas”.

Esses grandes cientistas sugerem que o conceito de totalidade não está limitado ao domínio atômico. Se o “pensamento particulado” é ineficaz ao nível atômico, também é inadequado ao nível mental. E o que é uma entre sem partes? É a Mente Una ou Mente Universal, o “Tao, Logos, Brahman, Atman, o Absoluto, Mana, Espírito Santo, Weltgeist, ou simplesmente Deus”...

Com que se “pareceria” uma Mente Universal?

Margenau declara: “Seu conhecimento compreende não só todo o presente, mas também todos os eventos passados. Assim como o nosso pensamento pode analisar e conhecer todo o espaço, a Mente Universal pode viajar à vontade para trás e para a frente no tempo”.

Se a nossa mente faz parte dessa Mente Universal, então ela também é não-localizada no tempo e no espaço. Mas se é assim, por que nos sentimos tão localizados? Por que esta sensação tão esmagadora do presente e um tal sentido de confinamento a este espaço imediato? Por que nos sentimos tão individuais, trancados dentro do corpo? Por que deveríamos ficar tão atormentados, como temos estado por milênios, com a questão de termos ou não alguma liberdade de escolha, ou de o resultado do jogo ser ou não determinado já desde o início? Não são essas características que esperaríamos de mentes que são parte de uma Mente Universal não-localizada.

Margenau acredita que nossa noção de universalidade é obscurecida pelas limitações físicas do corpo. Porém, essas limitações não são absolutas, sendo que, durante toda a história, muitas pessoas conseguiram superá-las. Todas as grandes tradições espirituais estão repletas de evidências de que, se certas prescrições forem seguidas, a natureza divina, universal, não-localizada, emergirá...

... Para Margenau, nossas vidas parecem permeadas pela incerteza porque o mundo, no nível invisível e silencioso dos processos subatômicos é incerto. Mas esta não é uma situação lastimável – de fato, é o oposto. Pois é justamente a incerteza do mundo que permite a possibilidade, pelo menos, do livre-arbítrio humano. Mas, além da incerteza, é preciso haver outro elemento, que é a escolha. Portanto, dois elementos são necessários, declara Marge nau, para fazer que a liberdade humana seja uma realidade: a escolha agindo sobre o acaso. [Devemos lembrar aqui: Karma, no sânscrito, significa escolha e ação].  

Segundo Margenau, não há limites para o nível mais elevado da Mente: “A Mente Universal não tem fenda do tempo, nem muro individual; seu conhecimento não é limitado por probabilidades quânticas... A Mente Universal não precisa de memória, uma vez que todas as coisas e todos os processos – passados, presentes e futuros – estão abertos à sua apreensão”. [Extraído de ‘Reencontro com a Alma’, p. 140/151. Larry Dossey, M.D. Cultrix].
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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Einstein & Sua Visão de Sacralidade da Vida

“Um ser humano é uma parte limitada no tempo e no espaço, de um todo por nós chamado de ‘universo’. Ele tem pensamentos e sentimentos como algo separado do restante – uma espécie de ilusão de óptica da consciência. Essa ilusão é como uma prisão para nós, restringindo-nos a decisões pessoais e ao afeto por algumas pessoas mais próximas. A tarefa que nos cabe é libertar a nós mesmos dessa prisão, ampliando nosso círculo de compaixão para abraçar todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza”... (Einstein). [Cf. ‘Reencontro com a Alma’, p. 132/137. Larry Dossey. M.D. Cultrix].
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(*) Antes de nascer, você eu já vivemos. E as características do Anjo da Guarda do dia de nosso nascimento físico, pode revelar o que viemos fazer neste "campo quântico de possibilidades": expandir a consciência da "criança divina" -, 'Deus em nós', o Self imortal. Mas esquecemos nossa origem divina ao adentrar a veste física, qual a missão escolhida e as lições a ser apreendidas no embate das "forças dos opostos"... NOTE BEM: Embora a infância seja pré-determinada, é-nos dado mudar o rumo da vida, na adolescência e vida adulta - para o 'bem' ou o 'mal'; para baixo ou o Alto... "Destino" é fruto de tudo aquilo que, no hoje vivente, você escolhe! (Campos de Raphael).


Mensagens de ‘Anjos de Cura’: V. pode curar-se de vários tipos de doenças e até câncer terminal! (Click): ‘O Milagre de Gerson'.
Proibida nos EUA, que admite apenas remédios das multinacionais farmacêuticas e tratamentos - que bloqueiam doenças, mas não curam -, ‘A Terapia de Gerson’ vem salvando vidas no México, Europa e Japão! Ela utiliza sucos de frutas e legumes, ricos em desoxidantes, para curar várias doenças. O cineasta Stephen Kroschel, em 2006 entrevistou pessoas as mais variadas e o médico japonês que, 50 anos atrás, curou-se a si próprio de câncer terminal. Veja: Morrendo por não saber’. 

DICAS DE SAÚDE‘Vitamina D – A Cura Proibida’.
Dores de coluna, artrite, pedras nos rins?!  V. pode curar-se em casa! Veja o depoimento deste experiente Clínico:
Einstein & Sua Visão de Sacralidade da Vida
“Quando Einstein publicou sua teoria da relatividade restrita, em 1905, o mundo nunca mais seria o mesmo. Ele abalou os sólidos alicerces da física clássica de Newton – sua estrutura determinista e causal; seu tempo linear e fluente, e o espaço vazio; a matéria e a energia divididas em rígidos compartimentos. Mas isto não nos interessa aqui. Queremos focalizar algumas de suas ideias não convencionais sobre o lugar do homem no mundo, e sobre a mente”.

Uma Física Viva: “Uma das mais notáveis características de Einstein foi o modo como parecia viver a física. Seu exemplo faz ruir a ideia de que essa ciência seja uma ocupação puramente intelectual”.

Já no início, quando ele raciocinava sobre o que mais tarde seria a teoria da relatividade restrita, se nos apresenta o quadro de um homem atormentado com a força de suas ideias. Lidar com elas exigia um grande esforço físico.

De fato, essa sobrecarga mental quase resultava em doença, e ele frequentemente tinha de se retirar para o campo para descansar, de modo a recuperar as energias. Não se vê aqui a imagem de uma intelecção fria, mas de um homem motivado por poderosas forças vitais.

Ninguém lê os relatos de sua vida sem se impressionar com o senso de sacralidade com que ele via toda a criação. Para ele, a física não era uma coisa insípida; era uma tentativa de entender o trabalho de Deus. A teologia e a ciência de Einstein estavam intimamente ligadas; que elas pudessem viver separadas parecia-lhe impensável.


Dizendo a Deus o que Fazer: “Essa atitude, ele compartilhava com seu predecessor, Sir Isaac Newton. Ambos marcam um contraste rígido e paradoxal em relação ao ideal que veio a prevalecer na ciência moderna: que esta fosse purgada de quaisquer vestígios de Deus e de divindade. A natureza é desapaixonada, dizem-nos agora; ela é simplesmente o que é. O ‘selo divino’ e o ‘relojoeiro’ que construiu o relógio são projeções nossas -, afirma-se”.

Einstein, porém não concordava com isso. Sua meta, na compreensão de qualquer problema, era sempre perguntar a si mesmo: Como Deus pensa? Certa ocasião, um colega admoestou-lhe a que parasse de dizer a Deus o que devia fazer!

A ciência tem estranhas maneiras de lidar com pessoas como Einstein. Ela seleciona e escolhe entre suas visões. Aquelas que estão de acordo com a moda, ou são aceitáveis, são submetidas a exame cuidadoso, enquanto as demais são rejeitadas. Essa atitude procura justificar-se com a asserção de que, mesmo para os grandes homens, muitas de suas ideias são científicas válidas, ao passo que outras não; não somos obrigados a ficar com o pacote todo.

Certamente, é necessário ter cuidado; a ciência deve confiar apenas em provas, e não na autoridade individual. Mas a questão é mais complexa, pois às vezes as razões apresentadas para rejeitar ‘parte do pacote’ são inteiramente anticientíficas, cometendo-se as mesmas falácias a que alegam opor-se.

Tomemos o caso de Newton. Ele acreditava em Deus com fervor. Despendeu grandes esforços estudando alquimia, convencido de que sua reputação finalmente se apoiaria mais sobre as contribuições alquímicas do que na física. Porém, as inclinações de Newton para Deus e a alquimia foram esquecidas, e a física como um todo foi esvaziada de tais coisas.

A ciência que se seguiu a Newton passou a considerar a natureza como uma máquina neutra e sem Deus. As máquinas são deterministas e funcionam de acordo com as leis rígidas e invariáveis da natureza. Nesta concepção não há lugar para a alquimia de Newton, notadamente antropomórfica e permeada por Deus.

Essas ideias, portanto, foram aos poucos sendo filtradas de seu legado. O resíduo restante tinha que ser compatível com essa imagem neutra de mundo, livre de valores e mecanicista que daí em diante dominou por completo a ciência. Mas aqui, o paradoxo, expresso pelo biólogo Rupert Sheldrake, é o seguinte: “O que podia ser mais antropomórfico, no sistema humano de representações do que dizer que tudo é uma máquina? Máquinas são criações inteira e especificamente humanas... baseadas num determinado tipo de atividade humana”.

E como disse o físico David Bohm: [O modelo da máquina] baseia-se em projetar na matéria o tipo de coisas que se faz com o corpo.

Os deuses nunca desaparecem de nossas imagens da natureza. A natureza ainda é divina, só que o deus não é o de Newton, mas o atual objeto de adoração – a máquina (no caso do universo) ou o computador (no caso do cérebro).

Como o maior cientista desde Newton via a si próprio em relação às outras pessoas? A resposta não é simples. Se formos julgar pelo seu comportamento social, Einstein parecia possuir um forte senso de isolamento interior. Assim ele descreveu este sentimento:

“Dardos de ódio também me foram atirados, mas nunca me atingiram, pois de algum modo eles pertenciam a outro mundo, com o qual eu não tinha nenhuma ligação. Vivo naquela solidão que é dolorosa na juventude, mas deliciosa nos anos de maturidade”...

“Meu apaixonado senso de justiça e responsabilidade social sempre contrastou estranhamente com uma pronunciada falta de necessidade de contato direto com outros seres humanos e com outras comunidades humanas. Na verdade, sou um ‘viajante solitário’, e nunca pertenci ao meu país, aos meus amigos, ou mesmo à minha família, com todo o coração; a despeito desses vínculos, nunca perdi o sentimento de distância e a necessidade de solidão – sentimentos que se intensificam com os anos”.

Einstein não só se colocou socialmente à parte do mundo como também distanciou-se dele de outra forma. Na sua concepção, o universo é só parcialmente cognoscível, e esse fato, por si só, num certo sentido o separa de nós. Assim ele expressou esse sentimento:
“Lá fora havia este mundo imenso, que existe independentemente dos seres humanos, e que se coloca diante de nós como grande e eterno enigma, só em parte acessível à nossa investigação e pensamento”. 

Einstein acreditava numa realidade independente do conhecimento humano. Mas conquanto distante de nós ela é intrinsecamente harmoniosa e legítima. Isto a torna cognoscível até certo ponto pelas “construções livres” formadas pela mente humana, que começam e terminam a experiência. O fato de o mundo ser cognoscível, pelo menos em parte, foi uma ponte interminável de espanto e admiração para Einstein.

Superficialmente, parece haver aqui pouca ligação com a filosofia de Schroedinger ou com a de Gödel. Eles parecem descrever mundos diferentes.

O mundo de Einstein não aparenta ser o tipo de lugar onde a mente e o ser não-localizados que vimos focalizando até agora pudessem deitar raízes e florescer. De fato, ele parece sem dúvida ser localizado; é um mundo separado de nós, que acentua a nossa solidão e isolamento, no cotidiano dos objetos.

Mas isso é apenas parte da história. Esse homem reservado, que acreditava firmemente numa realidade independente de nós, demonstra, em outros momentos elementos em sua vida e em suas ideias nos quais resplandece inequívoca unidade. Por exemplo, ao ser perguntado, quando seriamente doente, se sentia medo da morte, Einstein respondeu:
“Sinto uma sensação de solidariedade com todos os seres vivos que não me importa onde o indivíduo começa e onde termina”...

...Além do mais, na sua teoria da relatividade, Einstein dá um grande passo além do indivíduo isolado como o único árbitro de uma imagem do mundo. Na sua concepção, a imagem do mundo não pode ser entendida supondo-se que haja um conjunto de eventos uniformemente observado por todos os observadores independentes. 

Em vez disso, o mundo deve ser entendido, não como uma coleção de eventos externos objetivos que são a mesma coisa para todos, mas como um conjunto de relações. De fato, “evento” e “observador individual” não podem ser definidos independentemente um do outro nesta nova concepção.

Em decorrência de sua descoberta, nasceu uma nova unidade na física, como diz Bronowski, formada por uma inextrincável tríade: o evento, o observador e o sinal que os une:
“A física não consiste em eventos; consiste em observação, e entre o evento e nós que o observamos, deve passar um sinal – um raio de luz, talvez, uma onda ou um impulso – que simplesmente não pode ser extraído da observação... Evento, sinal e observador: esta é a relação que Einstein viu como a unidade fundamental da física. A relatividade é compreensão do mundo não como um conjunto de eventos, mas como um conjunto de relações”. (Bronowski).
Assim, na relatividade restrita, os indivíduos participam da imagem do mundo somente por estarem incluídos em algo maior que o eu individual. A não ser que se vá além do eu, não há nenhuma imagem do mundo. Essa formidável teoria, já demonstrada além de qualquer dúvida e que é universalmente aceita, harmoniza-se com a convicção de Einstein de que os indivíduos se ajustam em unidades cada vez maiores – estando, assim, ligados “a todas as coisas vivas”.

Em sua concepção religiosa pessoal, Einstein afasta-se definitivamente da primazia do indivíduo em relação ao Todo, ao Uno. Isso é ainda outra expressão da transindividualidade e da não-localização da pessoa no seu pensamento. Conforme ele comentou:
“A pessoa sente a futilidade dos desejos e das metas humanas e a sublimidade da maravilhosa ordem, reveladas tanto na natureza como no mundo do pensamento. A existência individual o impressiona como uma espécie de prisão e ele quer vivenciar o universo como um todo único e significativo”.

Ir além da prisão da individualidade para uma percepção experimental desse “todo significativo” era, para Einstein, uma grande tarefa que ele descreve numa observação frequentemente citada:

“Um ser humano é uma parte limitada no tempo e no espaço, de um todo por nós chamado de ‘universo’. Ele tem pensamentos e sentimentos como algo separado do restante – uma espécie de ilusão de óptica da consciência. Essa ilusão é como uma prisão para nós, restringindo-nos a decisões pessoais e ao afeto por algumas pessoas mais próximas. A tarefa que nos cabe é libertar a nós mesmos dessa prisão, ampliando nosso círculo de compaixão para abraçar todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza”... (Einstein). [Cf. ‘Reencontro com a Alma’, p. 132/137. Larry Dossey. M.D. Cultrix].
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 Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael).