quinta-feira, 18 de agosto de 2016

JUNG: A CIÊNCIA DA ALMA & O MUNDO DAS SOMBRAS - (Stephan A. Hoeller).



"Em cada era da história humana existiram indivíduos imbuídos de uma qualidade especial de conhecimento ou Gnosis. Carl Jung foi um deles. Tal conhecimento, como ele repetidas vezes afirmou, não poderia ser encontrado nas tradições da ciência e da religião de sua época, ou em qualquer outra"... (Stephan A. Hoeller).
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"Antes de reencarnar na Terra, você fez um plano do que pretendia alcançar... Fez contratos com todas as pessoas de sua vida: pais, irmãos, irmãs, parentes e amigos. Eles o ajudam a passar por tudo o que planejou realizar nesta vida"... (Dolores Cannon. Hipnoterapeuta). 

Na verdade, antes de nascer cada um de nós escolheu, a nível da Alma, uma via de aprendizado no 'campo quântico das possibilidades', onde poderia desenvolver as potencialidades divinas do ser interior, junto daqueles a que está interligado por afinidade de Alma e/ou 'nós kármicos'. E aqui, é o 'Self' imortal que constela os eventos significativos para o crescimento e expansão da consciênciaem consonância com as leis cósmicas... E o Anjo Ariel, diz: "Nossa intenção é deixar que as pessoas sigam seu próprio caminho para encontrar a verdade espiritual eterna, que faça sentido dentro da sua experiência de vida... Gostaríamos que estas palavras chegassem àqueles que estão abertos para essas verdades, que com elas se harmonizem e as usem para fazer brotar em si a ânsia pelo crescimento e o desenvolvimento interior"... [Cf.'Entrevista com um Anjo', p. 97. Pensamento]. (Campos de Raphael).

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'Carl Jung & A Ciência da Alma que Ilumina o Mundo das Sombras' - (Stephan A. Hoeller) 
"O tempo passou e o mundo mudou; os 'Sete Sermões' [de Jung] continuaram sendo um objeto de respeito e de interesse para seu antigo copista"... [Stephan Hoeller].

Treze anos depois, na distante Califórnia, os mortos "voltaram" a seu entusiástico admirador uma vez mais. Eles não vieram de Jerusalém, mas de Zurique, e apareceram num livro que havia acabado ser impresso pela Rascher Verlag, sob o título 'Erinnerungen Traume Gedanken' von C. G. Jung - ('Memórias, Sonhos e Reflexões').

Como uma cópia da pré-publicação tinha sido presenteada por um amigo suíço, nosso protagonista logo descobriu que o apêndice desse livro continha o texto em alemão dos misteriosos 'Sermões'. A página introdutória aos 'Sermões' encerrava uma estranha nota: "A ser publicada somente na edição alemã"...
"Uma vez mais o entusiasmo do escriba atingiu o seu pico. Veio-lhe a mente, com certa força, o pensamento de que o texto alemão deveria tornar-se cessível a muitas pessoas de bem que liam apenas inglês, e não deveriam ser privadas da experiência por essa razão".

Agora apresentava-se-lhe um trabalho um pouco menos romântico, porém ainda intrigante, que consistia em traduzir o original alemão para o inglês. Essa tradução foi impressa em caráter particular e distribuída a um número restrito de amigos pessoais, como a edição alemã original, pelo próprio Jung.

Por essa época, naturalmente, o velho sábio de Zurique e Kusnack havia deixado o palco de sua carreira terrena. Sua personalidade, ainda sujeita a especulação e falatório, já emergia com muito mais clareza do que anteriormente...
"A psicologia junguiana lentamente ganhava impulso fora do mundo de língua alemã, e os interesses espirituais não-convencionais de seu fundador já se encontravam em parte documentados pelo aparecimento de suas grandes obras sobre alquimia e sua investida gnóstica contra a teologia convencional na sua 'Resposta a Jó'.

No entanto, a tradução dos 'Sete Sermões' continuou sendo um assunto reservado a um texto a ser estudado por um pequeno número de pessoas com interesses no campo do gnosticismo e da psicologia de Jung.

Durante anos, essa foi a única tradução e, além disso, era quase desconhecida. Outro pequeno fragmento do trabalho concluía-se, mas o mistério persistia e o mundo das sombras estendeu-se por mais tempo...
"Em cada era da história humana existiram indivíduos imbuídos de uma qualidade especial de conhecimento ou Gnosis. Carl Jung foi um deles. Tal conhecimento, como ele repetidas vezes afirmou, não poderia ser encontrado nas tradições da ciência e da religião existentes em sua época, ou em qualquer outra"...

Havia apenas um caminho aberto, uma única opção; Jung precisou viver a experiência original. Essa experiência de Gnosis, a Urerfahrung (experiência arcaica original), como ele a chamou, levou-o ao mundo de sombras de Basilides e aos mortos inquiridores.

Mesmo enquanto vivia no mundo radiante e iluminado pela luz do sol de seus primeiros anos, ele nunca pôde escapar a uma condição que ele posteriormente descreveu como premonição de um mundo de sombras no qual não se podia escapar. Essa premonição certamente não constitui a experiência exclusiva de Jung, mas compartilhada até certo ponto por toda a humanidade...
"A natureza gnóstica da vocação humana evidencia-se pela presença em todas as pessoas de uma percepção desse mundo de sombras. Apesar de sua não-racionalidade e improbabilidade, o elemento transcendente de uma gnose interior encontra-se indelevelmente gravado no coração do homem".

Todas as trivialidades do mundo cotidiano, decorrentes da desatenção e da consequente ignorância, são incapazes de apagar a sua lembrança. A negação da Gnosis apenas afirma secretamente o seu poder. Como Meister Eckhart expressou: "Quanto mais o homem blasfema, mais louva a Deus"...

O estado de esquecimento da Gnose sempre carrega consigo um perturbador senso de privação, que não se aplacará até que seu único objetivo verdadeiro - e não os muitos falsos e enganosos - seja novamente encontrado.

Os antigos gnósticos, a partir de cujo mundo de sombras Jung produziu os 'Sete Sermões', costumavam dizer que todos os desejos de uma pessoa, todas as suas tentativas de obter estímulo, felicidade e amor a partir de algo ou de alguma experiência, não passam de uma inesgotável saudade [ou nostalgia] do Pleroma, a "plenitude do Ser", que é o verdadeiro Lar da Alma...
"Somente aqueles que descobriram o caminho de casa podem revelá-lo aos outros. Um homem que perdeu seu rumo revela-se um guia medíocre. O argumento igualitário de que os desinformados podem prestar serviço ao mundo desde que bem intencionados é invalidado por esse fato.

A longo prazo, só os que sabem podem prestar serviço útil, pois são eles que conhecem o caminho por tê-lo percorrido...

"Carl Jung era um curador de almas e um curador da cultura. O mundo raramente viu servidor mais eficiente da humanidade. Essa eficiência e essa sabedoria resultaram não de hereditariedade, ambiente, educação, mas do fato de ele ter percorrido o caminho que conduz à terra das sombras, onde reside o conhecimento secreto da Alma.

Trilhar essa estrada e encontrar o próprio objetivo significa ir contra o mundo e as noções do que é sensato e do que é provável...
"Certa vez, Jung escreveu que a imagem que temos do mundo somente corresponde à realidade quando o improvável tem lugar nela. É improvável que a ordem prevaleça sobre o caos e que o significado vença a falta de sentido. No entanto, o improvável acontece; ele é possível e não está fora do alcance. Num sentido muito verdadeiro, o improvável representa a verdadeira vocação, o destino autêntico do ser humano".

Pode-se dizer que é essa vocação que nos torna humanos, pois somos menos humanos na medida em que a negligenciamos ou ignoramos. As árvores e as flores, os pássaros e os animais que seguem o próprio destino são superiores ao homem que trai o seu...
"Este prólogo, agora em seu final, constitui um testemunho pessoal... Para o seu autor, os 'Sete Sermões' e a maneira pela qual um dia ele os descobriu foram e continuam sendo um grande símbolo de um curioso destino, ao mesmo tempo profundamente pessoal e totalmente universal".

A vida não foi nem poderia ser a mesma depois daquele mágico momento na aconchegante sala de leitura, na fria e nevada cidade de Innsbruck nos Alpes. 

Como um volume de escritura sagrada ou códice de fórmulas de poder que levam à transformação, as palavras transcritas do pequeno livro misterioso ['Sete Sermões'] mudaram o curso de uma vida. O porto seguro da ortodoxia havia perdido todos os seus atrativos e, com eles, os sistemas de crença e tradição de idade venerável.

A perda da fé e das lealdades convencionais bem poderia ter trazido consigo os sinais do desenraizamento espiritual, tão característico daqueles que substituem a fé pelo pensamento e a tradição pela busca. Como, num momento como esse, um indivíduo pode condenar-se prontamente ao destino do 'Holandês Voador' [de Wagner] e navegar incessantemente de cá para lá no oceano da vida, aterrorizado por suas tempestades e fascinado por suas calmarias, enquanto busca um porto jamais encontrado!
"Esse não poderia ser o destino de uma pessoa que entrou em contato como espírito de Jung e dos gnósticos; tal não será a sorte de quem entrar no mundo encantado das sombras arquetípicas armado com a espada da Gnosis"...

A partir de uma premonição, a vida criou ma realização e uma experiência. Assim é com frequência; as realidades, a princípio não mais do que uma intrigante, mas longínqua visão, revelam-se mais próximas do que se sonhou.

Encontram-se "mais próximas do que sua veia jugular", como disse o Profeta do Islã falando com a eloquência concisa do deserto. O mundo de sombras a que não se pode escapar está presente no espaço de cada um, como certamente esteve no de Jung. É lamentável que para tantos ele permaneça invisível para sempre.

No entanto, aqueles que em sonho ou vigília, nas mágicas sincronicidades da luz do dia ou na obscura magia do sono, contataram efetivamente essas sombras, não apenas conservam a sua visibilidade, mas tornam-se na verdade as fontes da própria existência. 

Foi talvez essa qualidade imperativa do mundo das sombras que Jung desejou expressar quando disse a Laurens van der Post: "O sonho é como uma mulher. Terá a palavra final, como teve a primeira"...
"Define-se prólogo como a primeira palavra. Em outro sentido, também deve ser a última, pois nele deve-se resumir o Alfa e o Ômega da obra que se segue. Se essas linhas conseguiram realizar isso, não cabe ao escritor julgar. Só lhe resta nutrir a esperança de que o leitor receba uma premonição da estrutura mental ou do estado de espírito que serviu como força motriz para o seu trabalho".

"Jung disse que só um poeta poderia começar a entendê-lo, assim, talvez seja oportuno concluirmos com alguns versos do poeta húngaro Ady Endre, outro andarilho no estranho reino da Gnosis":
"De um mundo atemporal/ Sombras caem sobre o Tempo,/ A partir de uma beleza mais antiga que a Terra,/ A alma pode subir uma escada./ Eu ascendo por uma escadaria espectral/ A uma pureza mais antiga que o Tempo"...
[Extratos de 'A Gnose de Jung', p. 26/28, 29/33. Cultrix. Título original: 'The Gnostic Jung and the Seven Sermons to the Dead'].

 
Você está atravessando por algum momento difícil?

Veja esta mensagem confortadora:

https://www.youtube.com/watch?v=VT5SLi-JjiY
25 de jan de 2012 - Vídeo enviado por Se Alencar
'Tudo Passa' 

Veja também os vídeos:


Somos todos partículas infinitesimais da Suprema Inteligência, que se manifesta por trás de miríades de formas no Universo, como ondas e partículas quânticas... Pena que nosso ego humano e sua consciência separatista deixe de perceber sua insignificância diante desse Todo. Nosso Ser Essencial, porém, sabe que é Amor e parte intrínseca de toda vida inteligente que aqui se manifesta. Precisamos apenas despertar, reconectar e interagir com esse Amor Divino dentro de nós! Só então poderemos, “mudar o mundo quando mudarmos a nós mesmos” – Laotse. (Campos de Raphael).

(Kuana Kamayurá) 
Descoberta da Arquelogia: Alienígenas em Nosso Passado

'O CHAMADO' - (Parte I)

'O Chamado' - Parte II

"Nesta imensidão do Universo, olhe para as Estrelas"...
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"O tranquilo silêncio e a noite servem para realçar uma harmonia amena. Senta-te aqui, Jéssica, e observa como se acha o soalho do céu todo incrustado de pedacinhos de ouro cintilante. Não há estrela, por menor que seja, de quantas aí contemplas, que em seu curso não cante como um anjo, em consonância com os querubins dotados de olhos moços. Na alma imortal essa harmonia existe. Mas enquanto esta veste de argila a envolvem muito intimamente, não podemos ouvi-la". (Shakespeare - 'O Mercador de Veneza', Ato V).

 Vida é uma Dança: Dance com a Vida! 
Estar vivo é uma oportunidade gloriosa! Então...
 VÍDEOS EM DESTAQUE:
"No la publiques hasta que la humanidad esté preparada"... 

 A Luz em Mim, saúda a Divindade-Luz em Ti! 
Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael).
[Editado em 18.08.2016. Rio das Ostras/ Rio de Janeiro.].