sexta-feira, 21 de novembro de 2014

PARA ALÉM DOS LIMITES DA MENTE. (Para Além da Mente).

“Se as portas da percepção fossem abertas, todas as coisas apareceriam para o homem tal como são – infinitas”...  (William Blake). [‘Para Além da Mente’, p. 102].

(*) "Somos seres espirituais vivenciando experiências na forma humana"... Ninguém nasce num certo dia e hora ao acaso como mostra seu mapa astrológico. Esquecemos, porém, a origem divina de nosso ser interior ao adentrar a veste humana, e a missão ou lições de vida escolhidas para vivenciar no mundo espaço-tempo. Mas, as características do 'Anjo da Guarda de seu aniversário' podem revelar qualidades e potencialidades que, antes de nascer, você escolheu experienciar neste 'campo quântico de possibilidades', para expandir a consciência do 'Self' imortal, figurado às vezes como "criança divina"... NOTE BEM: Muito embora a infância seja pré-determinada por fator kármico ou escolha espiritual antes de nascer, temos a opção de mudar o roteiro a partir da adolescência e vida adulta, rumo ao 'Bem Superior', ou para baixo, o 'Mal': "O que homem semear, isso também colherá"... (Campos de Raphael).
 Happy Birthday
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‘Merlin’s Magic’. Angelic Heavenly. (1h:02).
 

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PARA ALÉM DOS LIMITES DA MENTE – (‘Para Além da Mente’).
Cientista e matemático de profissão, John Bennett acordou certa manhã de 1923, atacado de disenteria e tremendo de febre, resignado a ficar o dia inteiro de cama. Então, de repente, animou-se com um vigor imenso e inexplicável: “Senti meu corpo levantando-se; vesti-me e fui para o trabalho como sempre, mas desta vez com a estranha sensação de estar sendo mantido inteiro por uma Vontade superior, que não era a minha própria”...

A força recém-descoberta de Bennett sustentou-o durante uma manhã de trabalho, mas na hora do almoço ele ficou doente demais para comer, e uma aula de exercícios durante a tarde pareceu-lhe além do que poderia suportar. No entanto, Bennett sentiu-se compelido a participar; tornara-se discípulo do Instituto para o Desenvolvimento Harmônico do Homem, mantido nas cercanias de Paris em Fontainebleau, por Georgei Gurdjeff, místico grego-armênioe os exercícios eram uma parte importante do programa.

Os movimentos recomendados por Gurdjeff eram de uma enorme complexidade e exigiam grande concentração e coordenação, mas Bennett forçou-se a seguir o programa, mesmo quando os demais estudantes iam caindo. Bennett, à beira da exaustão, sentiu de repente outro surto de vigor, mais intenso do que sentira de manhã. “Meu corpo parecia ter-se transformado em luz”, contou. “Não conseguia senti-lo de maneira comum. Não havia esforço algum, nenhuma dor, nenhum cansaço, nem qualquer sensação de peso”...

Para por à prova a extensão dessa misteriosa vitalidade, Bennett foi depois para seu jardim e começou a cavar sob o calor feroz da tarde. Começou em um ritmo que normalmente o esgotaria em poucos minutos, mas não sentiu fadiga, nem qualquer sensação de esforço. Além disso, seu estado mental estava diferente...
“Eu experimentava uma clareza de pensamento que só havia tido involuntariamente e em raros momentos, mas agora estava às minhas ordens. (...) A expressão ‘no olho de minha mente’ assumiu um novo significado quando ‘vi’ o padrão eterno de cada coisa para a qual olhava: as árvores, as plantas, a água fluindo no canal e até a pá, e finalmente meu próprio corpo”.

Mais tarde, ao caminhar por uma floresta perto de casa, Bennett descobriu outro aspecto do misterioso poder que tomara conta dele. Lembrou-se de um conferencista que assinalara como é pequeno o poder dos homens sobre as próprias emoções, citando o fato de que não se pode ficar espantado quando se quer. Mas quando Bennett disse a si mesmo: “Vou ficar espantado”, foi instantaneamente tomado de espanto por tudo que via ou lhe vinha à mente.

“Cada árvore era tão singularmente ela mesma que tive a sensação de que poderia andar pela floresta para sempre e nunca deixar de estar maravilhado. Então, veio-me à mente o pensamento de ‘medo’. Na mesma hora, estava tremendo de terror. Horrores desconhecidos ameaçavam-me por todos os lados. Pensei em ‘alegria’ e senti que meu coração ia arrebentar de arrebatamento”.

“A palavra ‘amor’ veio-me à lembrança e fui tomado por matizes sutis de ternura e compaixão, sentindo a profundidade e o alcance do Amor. O Amor estava em tudo e em toda parte. Era infinitamente adaptável a cada matiz da necessidade. Depois de algum tempo, aquilo foi demais para mim; pareceu-me que, se mergulhasse mais um pouco no mistério do Amor, eu cessaria de existir. Quis livrar-me daquele poder de sentir o que quisesse e na mesma hora ele me deixou”...
A experiência de Bennett de transcender os limites da mente cotidiana era precisamente o objetivo dos exercícios de Gurdjeff. Quando jovem, Gurdjeff vagara durante anos pela Índia, Tibete e Oriente Médio, em busca de meios para servir-se do potencial pleno da existência humana. Passou a acreditar que, embora a maioria das pessoas tenha por certos os limites de suas vidas, na verdade elas podem ser despertadas para uma compreensão de grandes poderes sem uso dentro de si mesmas.

O sistema que ele acabou ensinando na Rússia, França e Estados Unidos misturava elementos de sufismo, budismo e cristianismo; centralizava-se em complexos exercícios que exigiam concentração tal que às vezes os participantes, sem o saber, podiam aventurar-se para além de seus limites percebidos e descobrir mais consciência. Movendo-se em níveis cada vez mais altos em suas próprias mentes, segundo Gurdjeff, iriam ficando cada vez mais abertos a visões de uma vida física e mental acima da existência cotidiana.

A técnica de Gurdjeff para expandir as fronteiras aparentes da consciência é uma das muitas estratégicas concebidas pelos homens para explorar os limites da mente e servir-se de seu potencial sem uso. Para os místicos da Índia  e do Tibete, muitos níveis de consciência existem acima do estado normal centrado em si próprio, da humanidade.

Os níveis assumem uma transcendência cada vez maior e uma consciência cada vez mais ampla, até um estado de iluminação em que o ego é deixado para trás. No nível mais alto, acreditam os adeptos, está o Nirvana, ao qual toda a vida aspira. Descrito às vezes como uma união com o princípio supremo do universo, o nirvana não é apenas a salvação pessoal, mas a participação em uma realidade além do nascimento e da morte...
Praticamente todas as culturas conhecidas encontraram meios para dissipar o foco normal da mente e estender as percepções desta para os limites externos – dar precedência, por assim dizer, à visão periférica da mente. A busca de estados alterados de consciência é tão difusa na humanidade que alguns estudiosos especulam que talvez seja um impulso inato, afim à fome e ao desejo sexual.

Para muitos, o caminho tem sido a procura cerimonial de uma revelação mística e religiosa. Para os budistas, essa busca consiste em toda uma vida de disciplina e meditação. No entanto, diz-se que os antigos hindus usavam um atalho químico: seus ritos religiosos incluíam às vezes a bebida chamada soma que produzia um estado alterado repleto de intensas alucinações e sensações de poder e saber.

Historicamente, os ocidentais tem sido menos inclinado à exploração mística da consciência. Contudo, uns quantos articulados buscaram experiências transcendentes parecidas, tanto auto-induzidas quanto ajudadas por drogas. Santos e poetas falaram de visões que abriam suas mentes brevemente para a contemplação pacífica e jubilosa de um Universo sem limites e de sua unidade essencial com ele.

William Blake, artista e poeta inglês nascido em 1757, experimentou essas visões pela primeira vez quando criança, em Londres, e depois disso produziu toda uma obra que exaltava a expansão da mente para além de seu papel comum de controlar e reagir aos sentidos. “Se as portas da percepção fossem abertas”, escreveu Blake, “todas as coisas apareceriam para o homem tal como são – infinitas”...
Aldous Huxley, romancista e filósofo britânico, estudou pessoalmente os efeitos da mescalina, derivada de um cacto, e registrou suas observações em um ensaio de 1954 ‘As Portas da Percepção’, título inspirado em William Blake... O incrível fluxo de informação sensorial liberado pela mescalina levou Huxley à hipótese de que a principal função do cérebro e do sistema nervoso é servir como válvula redutora para restringir o influxo de realidade a um nível administrável. Supõe que há tantos dados captados através dos cinco sentidos que, se todos fossem processados, a mente seria submergida, ficando incapaz de lidar com os problemas da vida cotidiana.

Huxley acreditava que a mescalina desligava a função filtrante do cérebro, permitindo que a mente fosse inundada por eventos mentais que costumam ser excluídos por não terem qualquer valor de sobrevivência. Tais intrusões, escreveu ele, são “biologicamente inúteis, mas estética e às vezes espiritualmente valiosas”. Achava ser representações do que chamava de Mente em Liberdade, uma percepção de tudo que está acontecendo por toda parte no Universo.

“Ser arrancado dos trilhos da percepção ordinária”, escreveu Huxley, “enxergar por algumas horas atemporais os mundos interno e externo, não como aparecem a um animal obcecado com a sobrevivência ou um ser humano obcecado com palavras e noções, mas tal como são apreendidos direta e incondicionalmente pela Mente em Liberdade – é uma experiência de valor inestimável para qualquer pessoa”. [Trechos de ‘Para Além da Mente’, p. 100/106. Abril-Livros. 1994]. (*)

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