sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A Verdade: Antes de nascer, cada um escolhe a sua cruz! História real. (Campos de Raphael).

“É verdade! É certo! É toda a verdade! O que está embaixo é como o que está em cima, e o que está em cima é como o que está embaixo, a fim de que se realize as maravilhas do Uno”. (Hermes Trismegisto. ‘Tabula Smaragdina’). [‘A Arquignosis Egípcia’, p. 9. J. van Rijckenborgh. Editora Rosacruz Áurea. 1984].

 Happy Birthday(*) "Somos seres espirituais vivendo a experiência humana"... E ninguém nasce num certo dia e hora por acaso, como mostra o mapa astrológico. Esquecemos, porém, a origem de nosso ser interior ao adentrar a veste física, a missão e lições escolhidas para vivenciar numa veste feminina ou masculina. Do mesmo modo, o 'Oráculo do Anjo da Guarda' de seu aniversário pode revelar certas potencialidades que você escolheu experienciar no 'campo quântico de possibilidades', para expandir a consciência do Self imortal, às vezes figurado como 'criança divina'...  NOTE BEM: Embora a infância seja pré-determinada por fatores de vidas passadas, temos sempre a opção de mudar o roteiro, na adolescência ou vida adulta: rumo ao 'Bem superior', ou para baixo, o 'mal'. Tudo faz parte do aprendizado. 'Karma' (escolha e ação) é lei universal: "O que o homem semear, isso também colherá". Gl 6.7. (Campos de Raphael).

Música suave atrai a presença dos anjos... Escolha abaixo àquela que aquiete a mente e fale ao seu coração. Pare e escute... Reabra o portal e ouça música durante a leitura:

VÍDEOS. 'Vivendo e Aprendendo':
1'Em Harmonia com a Natureza'. (Rafael Zamora Padrón).
2. Amor de mãe. Beija-flor cuida de filhote caído do ninho. (Publicado no Youtube por ‘birdvett’, em 14/09/2009. [Ano que iniciei este trabalho solidário de informação sobre Anjos]... O vídeo, informa:“Filhote de beija-flor que caiu do ninho e devido à confiança de sua mãe é alimentado na mão de quem o ajudou... Esse vídeo foi gravado em Campo Grande, MS, na varanda da casa dos meus pais. - Esse é o original!!! ('birdvett').


A Verdade: Antes de nascer, cada um escolhe sua cruz! Relato. (Campos de Raphael).
“Só quando estou sozinho encontro o caminho que é só meu... Apenas num mundo transitório transcendo o tempo e alcanço o intemporal. Só num universo imprevisível faço todo o esforço que sou capaz. Só no sofrimento entro em contato com meus próprios recursos interiores de força. Apenas num mundo de dor sou movido pela compaixão e ajo com amor”. (David Richo). [‘Milagres Inesperados’, p. 122. Pensamento].

Introito: Quem busca a Verdade, provavelmente se cansa de ver na Internet referências a uma série de interpretações religiosas, às vezes contraditórias, sobre a cruz ou as palavras: “Quem quiser seguir após mim, tome sua cruz e siga-me”.

A cruz é reverenciada há milênios como alegoria da vida espiritual. No Antigo Egito era cultuada como símbolo da vida, na figura de ankh, a cruz ansata. A civilização maya a chamava de ‘Árvore da Vida’, como diz Carl Jung, em ‘Símbolos da Transformação’. Muito antes dos padres da Igreja imporem a ferro e fogo seu crucifixo, os mayas já haviam deixado inscrições sobre a cruz cósmica que se formaria nos céus pelo alinhamento dos planetas deste sistema solar, tendo a Terra como o coração ou eixo de intersecção da cruz. Isto sinalizaria o final de um ano cósmico de 26 mil anos e início de uma nova era marcada por turbulências e desequilíbrios na Terra, tanto atmosféricos como geofísicos. Isso abriria a oportunidade de uma tomada de consciência e a escolha do rumo da vida, para cima ou para baixo. E, de certa maneira, explica o comportamento desequilibrado dos seres humanos, bem como as turbulências que vêm ocorrendo hoje no mundo todo...

Em meados de julho de 1999, certa série de coincidências nos fez deixar o apartamento em Nova Friburgo e alugar uma casa em São Pedro da Serra/R.J. -, bem no começo da estrada para a Serra da Bocaina. Quatro anos antes, quando residia em Itanhaém, cidade litorânea paulista, tivera um sonho vívido. Eu me vi numa região montanhosa e se aproximou de mim uma jovem mulher que me disse que nosso ciclo em S. Paulo se completara e me disse que havia ali uma casa reservada para nós. Levou-me então até uma casa com vista por cima dos telhados para um vale e ao lado, à minha esquerda, eu vira aquela montanha rochosa. Mas não me foi dito o nome do lugar... Hoje sei que foi meu anjo da guarda que me deu aquela informação, porque foi naquela casa que ele passou a comunicar-se comigo por sinais e intuições... 
Minha mulher e eu adorávamos onde residíamos na margem direita do rio Itanhaém, no bairro Praia do Sonho. A janela voltada para a cidade do outro lado do rio, permitia que, à direita, víssemos a foz do rio desaguando no mar; no lado esquerdo víamos a Serra do Mar, e próximo de nós o manguezal onde bandos de garças vinham do sul fugindo do inverno, e ornavam as árvores do manguezal como se fossem de flores brancas...  

No café da manhã contei os detalhes do sonho daquela madrugada. Disse-lhe que o lugar montanhoso no sonho lembrava a região de Nova Friburgo e, num impulso de dentro de mim, perguntei-lhe se aceitaria irmos morar em Friburgo. Ela estaria perto de seus dois irmãos, o Guilherme e o que nascera no Brasil, o Frederico. Os olhos dela se iluminaram na hora, e ela disse que sim... Quando nos harmonizamos com o fluxo certo, tudo flui. Em dois meses nosso apartamento foi vendido. Viajei a Friburgo e "achei" o apartamento grande, perto de tudo no centro e vista para "As Três Catarinas". E residimos ali de 1996 a 1999.

Em meados de julho daquele ano, sentimos o impulso de conhecer Lumiar; subimos um pouco mais e chegamos até São Pedro da Serra. Lá 'casualmente' encontramos a casa que me fôra mostrada em sonhos quatro anos antes e, lógico, a alugamos na hora! Era a casa abençoada pelos Anjos: ali foi possível acompanhar do início ao fim aquele alinhamento inédito, o que talvez não veríamos de nossa moradia em Friburgo. Na ocasião, sentimos a intuição de que o fato sinalizava algo de enorme importância para toda a humanidade, mas não sabíamos qual. O significado, porém só nos foi revelado quando um amigo de S. Paulo nos enviou um vídeo de ‘As Profecias Mayas’. Dois anos depois, em 17 de fevereiro de 2001, dia sob a proteção de 'Veuliah', nosso anjo da guarda, regido por Raphael, iniciou o contato pessoal conosco através de sinais e intuições. Daí surgiu este trabalho solidário de informações, sem fins lucrativos, sobre Anjos... Nada acontece por acaso!

A cruz contém em si a representação de um roteiro da vida, que escolhemos a nível da alma, antes de nascer. Na intersecção dos braços da cruz, está o centro ou coração da cruz; isso nos lembra que "Deus é o centro de tudo"... Os braços da cruz formam uma encruzilhada: o lugar onde cada um de nós pode escolher o rumo de sua vida: o braço horizontal indica experiências no âmbito material, e o vertical sinaliza o rumo para o Alto, o caminho espiritual. 

Na antiga Grécia, Hecate era reverenciada (e até hoje) como a deusa das encruzilhadas: “Deusa ctônia, ela reúne os três níveis: o infernal, o telúrico e o celeste e, por isso mesmo é cultuada nas encruzilhadas, porque cada decisão a se tomar num trívio postula não apenas um direção horizontal na superfície da terra, mas antes e especialmente uma direção vertical para um ou para outro dos níveis de vida escolhidos”... ['Dicionário Mítico-Etimológico', p. 486. Junito Brandão. Vozes]. Esperamos que todo esse comentário preliminar possa ajudar para a melhor compreensão deste relato...

A Cruz & As Encruzilhadas da Vida – Relato.
(Campos de Raphael).
"A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas." (Rudolf Steiner)


O ser humano quando abre os braços, figura uma cruz, e o coração da cruz humana é o santuário da Divina Consciência dentro de nós. As escolas espirituais no Oriente representam a Divindade no centro da flor de lótus, enquanto que às do Ocidente à representa como a rosa no centro da cruz. Na verdade, a flor e a rosa simbolizam as palavras: "O reino de Deus está dentro de vós´".  E não é simples acaso que as culturas antigas reverenciavam o coração como o santuário em nós da Suprema Divindade... 

O significado da cruz, em sentido cósmico, veio a nós através de experiências marcantes ao longo da vida. Quando éramos recém-casados, minha esposa passou pela experiência de quase-morte e, do “outro lado da vida”, recebeu uma série de ensinamentos de primeira mão. Ali lhe foi mostrado que ela escolhera uma missão espiritual, mas perdera os 30 anos de sua existência em realizá-la, por isso estava em risco de morte.

Eu já fôra avisado por Cartas do Tarô sobre aquele acontecimento, que viria pouco depois que casássemos, mas eu queria uma parceira para a vida toda. E no dia que ela foi hospitalizada em emergência, ela pressentiu que iria morrer. À noite, em casa eu não conseguia dormir, e decidi orar pedindo pela sobrevivência dela; e tive a visão de estarmos numa encruzilhada da vida. Essas difíceis e inesperadas experiências, afastou-nos da religião secular e saímos em busca da Verdade e de respostas mais amplas e profundas, até reencontrar nosso caminho espiritual... Mas esse é relato para outra ocasião, pois o foco principal de hoje é a história da cruz de Dona Maria...


Maria era muito bonita quando jovem, filha de família tradicional austríaca e enamorou-se de um jovem engenheiro que trabalhava em minas de carvão. Eles pretendiam se casar, quando ela engravidou. Mas, num acontecimento inesperado do destino, ele morreu soterrado na mina. O fato deixou-a de tal modo transtornada, que precisou ser internada numa clínica de repouso. Ela, porém só pensava em morrer. Um dia, logo que acordou, surpreendeu ao médico dizendo que não iria mais morrer, porque uma senhora bondosa iria morrer em seu lugar. Acharam que era apenas uma reação devido às doses de barbitúricos...

Dias depois, um rapaz internou-se na mesma clínica, abalado pela morte da mãe. Lá encontrou Maria que lhe contou a história da gravidez e o sonho; para surpresa de ambos, o sonho fôra naquela noite que a mãe dele falecera! O fato tocou fundo o rapaz; e ele decidiu casar-se com ela e assumir o filho ainda por nascer...

O primeiro fruto desse casamento foi uma menina loura de olhos azuis que nasceu na Áustria. O fluxo de acontecimentos do destino levou o pai vir para o Brasil e trabalhar em Nova Friburgo, como chefe da contabilidade da Fábrica Filó. Quatro anos mais tarde pôde trazer toda a família, ou seja, esposa, a filha e seu irmão por parte de mãe...

Logo na primeira semana de a família estar morando na Rua General Osório, centro de Nova Friburgo, o menino foi à esquina próxima de sua casa, dar uma olhada para a Praça do Suspiro. Ele vestia roupas tradicionais da Áustria, quando foi abordado por um desconhecido que lhe perguntou, em alemão, qual era seu nome, e disse: “Wilhelm”. O homem empalideceu; quis saber onde morava e pediu que avisasse aos pais que iria visitá-los à noite, porque precisava muito conversar com eles...

Mais tarde, o homem se apresentou aos pais, levando consigo a foto de um menino, com roupas austríacas semelhantes a de Wilhelm; e havia uma incrível semelhança entre os dois meninos. O homem era dono da Fábrica Ypu e seu filho morrera afogado cerca de um ano antes. E o nome da criança era também Wilhelm! Emocionado, aquele senhor disse: Deus me devolveu meu filho! Quero cuidar da educação de Wilhelm e prepará-lo para dirigir a fábrica.

Wilhelm entrou como aprendiz e trabalhou em todos os setores da Ypu. Depois de adulto, passou a administrar a fábrica e conhecido como o Guilherme da Ypu. Ele tornou-se meu cunhado em fins de 1953, quando casei com sua irmã loura de olhos azuis... Parece até que copiei a história de alguma novela da TV Globo, mas é pura verdade. E por essa e outras, que aviso na abertura deste blogger: “Para quem sabe, que nada sabe”...
Voltemos, porém à história de sua progenitora. Maria von Veigl. Já idosa, levou um chute do netinho em seu seio. Envergonhada, não foi ao médico, e virou câncer. Extirparam lhe primeiro o seio; o câncer aos poucos se espalhou pelo corpo e sete anos mais tarde, em fase terminal, enviaram-na para onde morávamos em Itanhaém/S.P.. Deveria ser cuidada pela filha até a sua morte. Alugamos uma cama hospitalar e cuidávamos dela. Por fim, minha esposa estava tão esgotada que temi por sua saúde, e decidimos internar a mãe na Clínica Tobias em S. Paulo. Ali falavam alemão e aplicavam um tratamento segundo a medicina antroposófica de Rudolf Steiner. E por coincidência significativa, lá adquiri 'O Segredo da Flor de Ouro', contendo explicações de Carl Jung sobre acontecimentos sincronísticos em nossas vidas.

Sete anos depois me vi noutra encruzilhada da vida, e o trecho "A Psicologia Moderna traz uma Possibilidade de Compreensão", me ajudou a entender os eventos constelados pelo ser interior, através da Sincronicidade, mas alheios à vontade consciente. E os estudos da psicologia de Jung me deram luz para ampliar o conhecimento espiritual e elevar a consciência a outro patamar de compreensão sobre os acontecimentos desencadeados em nossas vidas...
Enquanto esteve conosco, Dona Maria perguntava sempre por que tinha de sofrer tanto. E eu me calava; não sabia como explicar uma série de coisas relacionada às vezes com a vida passada, para alguém educado na crença religiosa de existir uma única existência (o padre me dizia a mesma coisa no catecismo). Dizer a respeito de nossas opções a nível da alma antes de nascer ou karma (escolhas e ações), para quem não têm ainda vivências espirituais profundas?!


D. Maria, porém recebeu uma ajuda espiritual, antes de a levarmos para S. Paulo. De manhã, ao acordar ela nos contou esta história:

“Havia um homem que sofria muito e ele tanto se queixou, que o Senhor lhe apareceu; e ele perguntou: Senhor, por que tenho que sofrer tanto? (Note que eram as mesmas palavras que ela usava). E o Senhor, retrucou: ‘Você acha que sua cruz está pesada demais?’ O homem confirmou. Então o Senhor lhe perguntou: ‘Você quer escolher uma outra cruz?’ O homem disse que sim. E o Senhor o levou até um lugar onde havia um monte de cruzes de todas os tamanhos e de os mais variados materiais; havia desde pequenas cruzes de pedras preciosas a cruz feita de troncos da árvores. (Note bem: eram cruzes, e não crucifixos criados pela Igreja). - E uma cruz atraiu o olhar do homem; apontando-a, ele disse: Senhor, esta é a cruz que eu quero! E o Senhor lhe disse: ‘Mas, esta é a sua cruz! Você escolheu a cruz de ouro; é muito brilhante, porém muito pesada!’ Ela compreendeu então que a cruz não lhe fôra imposta, e sim àquela de sua escolha; aceitou-a e a cruz já não lhe pesava mais tanto como antes”.. 

E D. Maria concluiu: Agora sei que eu também escolhi a cruz de ouro! – A sua história nos deixou arrepiados, nem tanto pelo drama que descrevia, e sim porque ela não sabia que, vinte um ano antes, em 16.06.1954, a filha também fôra guiada ao ‘Lugar das Cruzes’, durante os cinco dias de sua experiência de quase-morte...


Na época, achamos melhor deixar de contar a experiência aos nossos familiares, porque meus pais eram católicos fervorosos e nunca ouviram falar disso na igreja católica, enquanto os pais de minha esposa frequentava a igreja luterana de Friburgo - (ver a foto da igreja sob o arco-íris). Então como lhes contar toda a odisseia que nos afastou da sua religião, para buscar o caminho espiritual?!

E na experiência de minha esposa, o ensino fôra mais específico porque um elevado guia espiritual a acompanhou o tempo todo, talvez seu anjo da guarda. Comunicava-se com ela tanto do lado de cá quando acordada no hospital, como quando dormia e era levada a regiões de ensinos do "lado de lá", como o "Lugar das Cruzes".

Ali pôde observar três casos de pessoas antes de descer a este mundo material: primeiro, ela viu um rapaz tipo esportivo, que escolheu displicentemente uma cruz que lhe cabia no bolso da calça, e desceu;  um homem, vestindo trajes de novo rico, que ostentava um relógio de ouro no colete, escolheu uma cruz ornada com pedras preciosas, e disse: Esta é para minha sala de visitas! Então um tipo indiano, chamou-lhe a atenção: ele usava apenas uma tanga, e fazia enormes esforços para retirar daquele monte uma cruz feita de tronco de árvores. Então, o guia espiritual ao lado dela, disse. O interessante é que, no mundo físico, a cruz mais leve, pode tornar-se mais pesada do que a cruz de troncos de árvores e, esta, muito mais leve do que a outra!

Esse guia espiritual jamais se corporificou, embora "do lado de lá" ela tenha visto seres astrais na figura de santos; ele alertou-a, porém que eram apenas seres criados pelas mentalizações de imagens de santos, e não os verdadeiros homens santos. Revelou que nossas almas estavam presas por "nós do passado" e precisávamos buscar o caminho espiritual para liberar-nos desses laços. E salientou a importância da alimentação vegetariana para os que buscam seguir seriamente a vida espiritual, e outras importantes revelações que deixarei para outra oportunidade...

Falta ainda relatar o final da história sobre Dona Maria. Três dias depois de internada na Clínica Tobias, ela deixou sua desgastada veste física. Mas na véspera ela nos pediu que o corpo seu fosse enterrado no túmulo da família no Cemitério S. João Batista em Friburgo, aonde fôra sepultado seu marido, dezesseis anos antes.

Levamos sua urna direto para a capela do cemitério chegando lá à noite; uma amiga muito querida, de origem japonesa, companheira de jornada, havia nos acompanhado. Sem descansarmos, fizemos o velório durante a noite com a presença de familiares e amigos de Nova Friburgo. O enterro começou logo cedo de manhã. Mas, Dona Maria ainda me ofereceria uma experiência inédita nesse enterro...
Eu fui ajudar a carregar o caixão, mas logo vieram me substituir. Não sei explicar por que, ao invés de reunir-me ao cortejo de a família dela, caminhei à frente, sozinho, e me sentia contente de havermos atendido seu último pedido. Aí estranhei que, sem me dar conta disso, eu caminhava com a mão esquerda sobre o coração. Quando quis abaixar a mão, vi pela primeira vez na vida algo que me encheu de profunda alegria: Dona Maria, não estava mais no caixão, estava de braço dado comigo!

Ela usava o vestido azul com rosinhas amarelas que mais gostava; não era a veste no caixão. Estava rejuvenescida, aparentava cerca de 35/40 anos, o apogeu feminino da mulher. E mais, sorria de modo radiante, a face iluminada de alegria. E ela telepaticamente, me disse: "Não tenho palavras para dizer a felicidade que estou sentindo!" Mas não era preciso me dizer mais nada; sua alegria radiante me transmitia muito mais do que simples palavras...
   
"E, quando o corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória". [I Carta de Paulo aos Coríntios, 15.54/55].

Lágrimas escorrem de meus olhos ao relembrar todas essas coisas, lágrimas não de tristeza, e sim de profunda gratidão... Obrigado, meu Deus, por todas essas dádivas em minha vida! E agradeço a Ti e aos seus Anjos, que nos protegem, orientam e permitem que compartilhemos todas essas lições da vida! (Campos de Raphael).
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