segunda-feira, 25 de março de 2013

ENDORFINANDO & DICAS PARA UMA VIDA SAUDÁVEL - (Anna Sharp).

Guardião do Dia: Lelahel – 6º Anjo da Categoria Serafins. Protege quem nasceu em25/03, 11/01, 06/06, 18/08 e 30/10. Rege as artes, a fortuna, as ciências e o amor. Favorece quem almeja adquirir iluminação e realizar atos de cura. Lelahel concede muita força para cortar o mal, agir de modo solidário e ajudar aos necessitados. São portadores da joia rara chamada "luz interior". Saiba mais (clic): Lelahel – 6º Anjo da Categoria Serafins. 

Dicas de Raphael: Ninguém nasce para sofrer; nasce para aprender!
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Pedra nos rins - artrite  reumatoide - verrugas. Nunca Mais!!!
Dosagem do Cloreto de Magnésio – Dr. Luiz Moura. 


VÍDEOS EM DESTAQUE:
'A Sabedoria Universal de 'O Bhagavad Gita' - (simplificado).
'Nunca Diga que Algo é Impossível'.
A história fantástica da vida de Nick:
'Vencer o desafio de viver sem braços, sem pernas'. 
Nick Vujicic - Uma Lição de Vida:
'V. pode vencer a Vida'. 
 

ANJOS & ENDORFINANDO – (Anna Sharp)

“Já conhecia alguma coisa sobre Endorfina, mas foi no Caminho de Santiago que integrei esse conhecimento à minha vida e, a partir daí, pude usá-lo para o meu crescimento”...
O sistema nervoso funciona através de mensagens elétricas que nos chegam do exterior. Essas mensagens se transformam no organismo numa gota de substância química chamada neurotransmissor.

Existem várias qualidades de neurotransmissores, sendo normalmente responsáveis pelas emoções, tais como alegria, raiva, depressão, etc.
Essas gotinhas, as grandes “fofoqueiras” orgânicas, repetem instantaneamente através de todo o organismo a mensagem elétrica recebida, produzindo uma emoção correspondente.

Se toca a campainha em minha casa e vejo um mensageiro trazendo flores, todo meu organismo reage com alegria; tenho gravado em meus neurônios a programação de que receber flores é sinal de que sou amada... a gotinha fofoqueira sai berrando a mensagem:
- Sou amada... sou amada... sou amada...

Imediatamente reajo com alegria e prazer, antes mesmo de saber de quem são e o que diz o cartão.
Se distraidamente aproximo a mão do fogo, retiro-a ao sentir o calor, bem antes de raciocinar, porque o organismo já recebeu a mensagem de perigo através das gotinhas fofoqueiras...
- Perigo... perigo... perigo...

Isso mostra que nossas emoções (não confundir com sentimentos) são química pura, e é por isso que os médicos nos tratam com químicas.
Ora, além de podermos estimular naturalmente a química que nos falta, podemos também modificar o teor da mensagem elétrica recebida e produzir uma emoção correspondente.

Quando algo não sai bem, nos sentimos com falta de sorte ou culpados; reagimos com tristeza, frustração, desânimo, etc.
Se conseguirmos ver neste acontecimento, aparentemente negativo, uma oportunidade para um novo aprendizado, modificaremos estas emoções e nossa vida se tornará uma aventura de descoberta e alegria: Nosso cérebro é uma máquina e “podemos” ajustá-lo para funcionar como queremos.

 As células especializadas em imprimir as mensagens responsáveis por nossas reações aos impulsos elétricos chamam-se “neurônios”.
Os neurônios sensitivos da pele ligam-se ao Sistema Nervoso Segmentar que leva o impulso ao cérebro, onde a mensagem elétrica é interpretada [decodificada] segundo as informações gravadas possivelmente na infância; dessa forma, continuamos reagindo infantilmente a situações diferentes, mas similares, da mesma maneira.

Reagindo sempre igual, criamos as mesmas “causas” e vivenciamos os mesmos “efeitos”, presos indefinidamente ao que se chama Roda do Carma – [‘Karma’ no sânscrito: resultado de ‘escolha’ e ‘ação’].
Podemos modificar essas reações indesejáveis, imprimindo novas mensagens em nossos neurônios, usando afirmações que não entrem em conflito com às já existentes. Para isso é preciso saber falar com o inconsciente e usar todos os recursos possíveis.

Um dos recursos é a Endorfina.
Esse neurotransmissor apresenta algumas propriedades bastante interessantes, que estão sendo estudadas intensamente nos centros de pesquisa da Europa e dos Estados Unidos.

Descobriu-se recentemente que a endorfina pode ser o agente responsável pela felicidade. Pode nos proporcionar o encontro com o paraíso n a Terra.
É muito aconselhada pela medicina no combate às depressões pelo seu teor de euforia; na verdade, sua falta é a causa da depressão endógena - [produto em geral de desequilíbrio neuroquímico no cérebro].

A endorfina tem, além disso, outras propriedades: analgésica, expansora de consciência e fixante. Esse conhecimento muda inteiramente o paradigma anterior de felicidade, que não depende de fatores externos, mas de nossa química interna.
A vida moderna, a Era Industrial, é responsável em parte pela inibição de nossa produção natural de endorfina, que é estimulada pelo esforço corporal.

Antigamente o homem era obrigado a se movimentar, caminhando longas distâncias ou através de trabalhos indispensáveis à sua subsistência, sempre em contato íntimo com o meio natural que o cercava e de onde retirava toda a sabedoria e prazer de que necessitava para uma vida prazerosa.
Com o advento da Era Industrial fomos pouco a pouco nos afastando do meio e vivendo cada vez mais em busca de todo e qualquer mecanismo que pudesse economizar movimentos de nosso corpo; nos fechamos dentro de armações de concreto, e a natureza tornou-se um desconhecida hostil.

Se possível, deitados em nossa cama, comandamos o funcionamento de todas as nossas necessidades de sobrevivência e prazer.

Trabalhamos compulsivamente para adquirir, cada vez mais, os eletrônicos que nos facilitam os movimentos, quando na realidade seriam esses movimentos os responsáveis por nosso bem-estar...  Louca distorção.

Enquanto percorria as terras de Espanha a pé, houve um momento em que tive a sensação de estar embriagada de tanta felicidade; aliado a isso, me pareceu estranho o bem-estar corporal que nunca havia sentido em grau tão alto, nas circunstâncias adversas em que me encontrava.
Sentia-me também extremamente perceptiva, com imensa facilidade intelectual, os sentidos mais apurados. Comecei a questionar a razão desta modificação tão flagrante, chegando ao denominador comum ao conversar com outros peregrinos que se sentiam da mesma maneira.

Não era uma experiência mística ou um milagre do Caminho, como muitos pareciam pensar: estávamos todos super-endorfinados...!

A endorfina começa a ser segregada após uns vinte minutos de caminhada acelerada; podemos perceber quando ultrapassamos a barreira do cansaço inicial, quando um imenso bem-estar nos invade e dá a impressão (real) de que poderíamos andar horas e horas sem nos cansar.

É comum ouvir depoimentos de adeptos de ginástica e “malhação” sobre o bem-estar produzido pela aula e a falta que sentem quando não a fazem; alguns chegam a se confessar “viciados”...
É verdade. Endorfina vicia sim, mas positivamente! E existem várias maneiras de endorfinar; o exercício físico é apenas uma delas.

A música, a massagem agradável, a carícia, a meditação que nos leva a estados alterados de consciência, entre outros...
E uma coisa é absolutamente certa: a falta deste neurotransmissor é a verdadeira causa das depressões e da grande maioria dos estados de tristeza e infelicidade da sociedade contemporânea. Se podemos facilmente reverter esse estado, por que não fazê-lo?

“Apenas uma hora de caminhada acelerada por dia [ou pelo menos caminhar 20 minutos acelerados] poderá tornar nossa vida muito mais saudável, alegre e agradável...!” – [Então, por que deixar de fazê-lo?!].
[Cf. ‘A Magia do Caminho Real’, cap. 43. Anna Sharp. Editora Rosa dos Ventos].

 Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael).