sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A CANÇÃO DA PÉROLA - (Antigo Mito Gnóstico).


(*) Acorde! 'Caminhante das Estrelas': "Antes de reencarnar na Terra, você fez um plano do que pretendia alcançar. Dentro desse plano, fez contratos com todas as pessoas de sua vida: um contrato com seus pais, irmãos, irmãs, parentes e amigos. Eles o ajudam a passar por tudo o que você planejou realizar nesta vida". (Dolores Cannon. Hipnoterapeuta). Dolores afirma o que já temos dito: antes de nascer cada um de nós escolhe a nivel da Alma, as lições de vida a serem experienciadas no campo quântico das possibilidades, junto com aqueles que estamos interligados por laços kármicos do passado. Ninguém nasce numa certa circunstância ou família por Acaso. Tudo faz parte do aprendizado constelado pelo ser interior imortal ('Self'). E assim como o mapa astral indica influências planetárias do dia e hora em que você escolheu nascer, as características do Anjo do Guarda que o acompanha desde o seu nascimento, revelam as potencialidades, qualidades, profissões e o tipo de personalidade 'feminina' ou 'masculina'. E cada existência é uma oportunidade de expansão da sua Consciência Divina... (Campos de Raphael).

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A CANÇÃO DA PÉROLA - (Mito Gnóstico).
Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade. Sente um impulso... é para este lugar que devo ir agora. Mas o céu sabe os motivos e desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes”. (Richard Bach). [‘Ilusões’, p. 99. Record].

“Quando eu era criança e vivia no reino de meus pais e usufruía da riqueza e o esplendor daqueles que me criaram, meus pais decidiram me incumbir de uma jornada, longe do nosso lar no Oriente. Mas, não me enviaram sem provisões, pois me prepararam um suprimento da abundância de seus tesouros. A bagagem continha ouro, prata, calcedônia e opalina. Além disso, cingiram-me com Adamas [a veste Adamantina], um metal tão duro que tritura o ferro. Grande era a carga dessas provisões, mas também leve, de tal modo que pudesse carregá-la sozinho”.

“Minha esplêndida veste de glória, que com Amor haviam tecido para mim, eles a retiraram de meus ombros, como também o manto púrpuro que me servia com perfeição. E gravaram em meu coração um acordo real para que jamais o esquecesse, onde declaravam:
Se desceres ao Egito (*) e nos trazeres a Pérola Única, que repousa no fundo do mar, guardada pela serpente tonitruante, então, quando voltares, receberás de novo tua veste de glória e teu manto real e, junto com teu irmão, nosso vice-rei, serás o herdeiro do nosso reino’.
(*) 'Egito': 
Terra escura).
Deixei o Oriente acompanhado por dois enviados reais, com ordens de me protegerem, porque eu era jovem e precisaria de ajuda nessa tão perigosa jornada. E atravessamos várias terras entre o Oriente e a terra do Egito, até chegar à sua fronteira, onde os meus guardiões me deixaram.

Tendo chegado ao Egito, viajei a um lugar próximo do mar e do local onde sabia que a serpente vivia. E estabeleci-me numa estalagem a fim de aguardar o momento em que a serpente adormecesse, para que eu pudesse resgatar a pérola.
Eu era um estranho para os demais que moravam na estalagem. Mas, lá também encontrei alguém que me era familiar, agradável e descendente da realeza; e dele recebi o conselho para me resguardar de os egípcios, por serem impuros. Disfarcei-me, então usando suas mesmas vestes, para não descobrirem ser eu um estrangeiro tentando resgatar a pérola, e pudessem atiçar a serpente contra mim.

No entanto, logo eles perceberam não ser eu seu compatriota. Simularam então amizade por mim e me persuadiram com lisonjas a beber de suas bebidas fortes e a comer de sua comida, que preparavam para mim. Ter sucumbido às lisonjas dos egípcios tornou-se para mim uma grande calamidade. Desfaleci em profundo estado de esquecimento e, não mais sabendo ser filho de Rei, passei a servir ao seu rei. E assim, esqueci complemente da pérola, para resgate da qual os meus pais me haviam enviado...

Meus pais, no seu reino logo souberam o que me acontecera e se afligiram por mim. Emitiram então uma proclamação, convocando os grandes do reino para uma reunião, na qual elaboraram um plano para impedir que viesse a definhar no Egito. E escreveram-me uma Carta, na qual cada um dos grandes a assinou:

De seu pai, o Rei dos Reis, e de tua mãe, a regente do Oriente, e de teu irmão, o vice-rei, para ti, nosso filho no Egito, saudades. Desperta de teu sono profundo e fica alerta à mensagem desta Carta. Lembra-te de quem és: descendente de um Rei. E vede a quem estás servindo em sombria escravidão. Lembra-te também da Pérola, pela qual descestes ao Egito. Recorda-te da tua veste de glória e do teu esplendido manto, a fim de que volte o momento em que eles possam, novamente, cingir os teus ombros, e, por eles envolvido, teu nome verdadeiro possa ser inscrito no Livro dos heróis e te possas enfim tornar, como teu irmão, nosso vice-rei, herdeiro do nosso reino
...
A Carta era uma mensagem mágica para mim. Meu pai a lacrara de tal modo que ficasse protegida contra os terríveis habitantes das sombrias regiões por onde ela deveria atravessar antes de chegar até a mim...
“A Carta veio sob a forma de uma águia em vôo, rei de todas as aves, até chegar ao meu lado para ouvir sua mensagem. E ao ouvir a sua voz, acordei do meu sono, levantei-me, peguei a Carta e a beijei; abri seu lacre e li seu conteúdo. As palavras eram as mesmas que haviam sido inscritas em meu coração. E lembrei-me de tudo: ser filho de reis, e que minha alma, nascida para a liberdade, ansiava por encontrar os seus semelhantes.

E também me lembrei da pérola, em busca da qual viera para o Egito. Encantei a serpente tonitruante, cantando para ela o nome de meu pai, de meu irmão e de minha mãe, a regente do Oriente. Agarrei, então, a pérola e retornei para ir ter com meus pais. Retirei os trajes imundos dos habitantes da 'terra escura' e voltei meus passos em direção à Luz de nossa Terra, ao Oriente.
Enquanto prosseguia em meu Caminho, era guiado pela Carta que me despertara e, como outrora me estimulara com sua voz, agora também me guiava com a sua Luz, brilhando à minha frente. Sua voz me encorajava contra o medo, enquanto seu Amor me incentivava a prosseguir.

Assim, continuei a jornada e atravessei por regiões e cidades que ficavam entre as terras do Egito e a minha Terra, o reino do Oriente. Então, os guardiães dos tesouros reais enviados por meus pais, que por sua fidelidade foram imcumbidos dessa missão, trouxeram-me minha esplêndida veste que antes eu havia tirado, e também o meu manto real.

Mas, de repente, quando os vi sobre mim, essa esplêndida veste de glória me parecia mais e mais com o meu próprio reflexo; eu a vi como se fosse o meu próprio Ser e a diferença entre ela e mim se desvaneceu de tal modo que éramos dois em diferenciação, mas UM só em singular união. Mesmo os guardiães dos tesouros que trouxeram minha veste me pareciam agora uma única pessoa, marcados com o selo de magestade de meu pai.

E pude observar melhor a veste, em todo o seu esplendor. Estava enfeitada com cores gloriosas; sobre ela, havia ouro e diversas jóias e suas bordas eram de Adamas. A imagem do Rei dos Reis brilhava em toda a veste e nela ondulava os sagrados movimentos da Gnosis. Percebi então que a veste estava prestes a falar comigo, e sons de grandes hinos ressoaram em meus ouvidos, enquanto ela pousava sobre mim:‘Eu sou aquele que produziu as ações daquele para quem fui gerado na casa de meu pai'. E percebi como a estatura do meu Ser interior se ampliava segundo suas obras...
A veste se acomodou inteiramente sobre mim com movimentos de realeza e soltou-se das mãos daqueles que a seguravam, para vir repousar sobre os meus ombros. E eu a amei tanto que corri até ela para recebê-la; estendi meus braços e me cobri com suas gloriosas cores, ficando inteiramente envolto por essa veste real de glória.


Nela envolvido, subi, então, para os portões da saudação e de adoração. Inclinei minha cabeça e adorei o esplendor de meu pai, que me enviara a veste, cujas ordens eu cumprira e que ele cumprira comigo o prometido. E no portal de sua nobreza encontrei os grandes do seu reino.

Meus pais estavam jubilosos de me receber, pois agora, finalmente, juntara-me a eles em seu reino. E com poderosa e melódica voz todos os seus servos os louvaram, e eles exclamaram que haviam prometido que eu deveria voltar à corte do Rei dos Reis para que, tendo resgatado a Pérola, aparecesse junto com Ele [o Rei]”. (*).
(*) O autor de 'A Canção da Pérola', conhecida também como 'Hino da Pérola', é desconhecido; acredita-se que foi composto pelo gnóstico sírio Bardesanes, devido a alguns paralelos entre sua vida e a do Hino. (Wikipedia).
 
Click e veja tb.: 'Você Que Veio das Estrelas' - Poema. (Wagner  Borges). 


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[Texto revisto e corrigido em 20.11.2015. Rio das Ostras. R. J. Brasil].