sábado, 19 de maio de 2012

O ANJO DE NICK - Relato. (Lorna Byrne).

Veja tb. (Clic): 'ANJOS & ALIENÍGENAS'. (Vídeo).
'ANJOS BONS E ANJOS CAÍDOS'. (Vídeo 1).

V. sabia? Carl Jung descobriu que "agentes espirituais" atuam por trás do Oráculo de o 'I Ching'. E sabe que esses "anjos da Sincronicidade", além de propiciar as 'coincidências significativas' , podem ajudar-nos através das Cartas do Tarot?!

V. precisa de orientação angélica? Experimente pedir ao seu anjo guardião para obter a resposta sincera através do Tarot! (Clic): Tarot da "estrela-guia" - é gratis!

Amplie seu conhecimento:
(Clic) Mude seu olhar: ‘Alma Humana’ (Ana D’Araujo, psicoterapeuta). Vídeo.

"Qual o Nome do Meu Anjo?”  - Relato de Lorna Byrne (*).
(*) Lorna Byrne, desde bebê via e se comunicava com os anjos, mantendo o fato em segredo até aos 55 anos de idade. E por sugestão deles, passou a compartilhar os ensinos angélicos e suas experiências através de 'Anjos em Minha Vida’...
  
"Ouvi um homem chamar e fui atender. Ele saiu do carro, e dentro estavam uma mulher e uma criança. Ele perguntou se aquela era casa certa e eu sorri e respondi:
- Não sei. Quem você  está procurando?"
- A curandeira – respondeu ele. – Minha mulher não está bem.
Sorri, mas me senti insegura. Sabia que procurava por mim, mas nunca fôra chamada de curandeira antes. Fiquei desconcertada com isso – não me sentia digna. Dei um suspiro e respondi:
- Sim, é a casa certa. Por favor, entre.
Fomos para a cozinha. Eles se apresentaram como Fintan e Peg, e o filho se chamava Eamon. O menino ficou do lado de fora brincando com as crianças, as galinhas e a cachorrinha. Essa era a primeira vez que me procuravam em casa pedindo ajuda. Nunca descobri quem os encaminhou para mim ou quem lhes dissera que eu era curandeira. Entretanto, eles seriam os primeiros de muitos...
Anos depois reencontrei Fintan; ele me disse que quando viu a casinha com as crianças, a cachorrinha e as galinhas, soube que estava no lugar certo. Explicou também que a saúde de sua mulher melhorou bastante depois da visita.

Um dia recebi uma ligação de uma muher chamada Josie. Seu filho tinha câncer e ela procurava ajuda. Ela também me pediu que eu visse outra criança com câncer, de uma outra família, e assim marcamos o encontro para a segunda-feira seguinte pela manhã.

Nesse dia, às 10h45, um carro se aproximou do portão. Abri a porta e recebi a família. Trocamos apertos de mãos e, ao nos dirigirmos para a cozinha, o pai disse que se chamava Dermot; sua esposa, Susan; e o filho, Nick. Nós nos sentamos à mesa da cozinha e enquanto conversávamos Nick ficou se distraindo com alguns brinquedos que tinham trazido. Depois de alguns minutos, ele sorriu para mim e disse:

- Pare de falar, mãe, e deixe Lorna me abençoar e me dizer o nome do anjo que vai me ajudar a ficar bom. Aí eu posso ir para o quintal brincar.
O pai lhe disse para ser paciente, mas eu respondi que estava tudo bem.
- Farei o seguinte: vou abençoar Nick, impor minhas mãos sobre ele em oração e indagar o nome do seu anjo. Nick, sente-se no colo do seu pai.
Ele fez o que pedi.
- Nick, não há garantia de que seu anjo da guarda me dirá o nome dele. Você vai ter que orar comigo também e pedir ao anjo que abra sua mente e seu coração. Quando eu terminar, poderá ir brincar no quintal, para que eu possa conversar com sua mãe e seu pai.
Dei uma olhada nele e pedi a Deus que me mostrasse onde se localizava o câncer. Eu conseguia vê-lo, mas não disse a ninguém onde estava. Era realmente muito agrssivo e pensei comigo mesma: “Oh, Deus, se ele viver, será uim milagre”.
Ocorreu-me o pensamento de que talvez Nick não devesse viver, que sua missão nesta vida era se aproximar de Deus e conhecer seu anjo. Também me ocorreu que isso pudesse fazer parte da trajetória de sua família.
À medida que eu orava por Nick, pedindo a Deus que concedesse o milagre de sua cura, seu anjo guardião apareceu por alguns minutos. Disse-me que o milagre não seria concedido e que deveria dizer aos pais dele que aproveitassem cada momento que pudessem com o filho, pois o tempo era precioso. Avisou que não mencionasse que o menino morreria, pois eles não suportariam essa notícia. E eu deveria dizer ao menino o nome de seu anjo.
Nick permaneceu sentado tranqüilamente no colo do pai enquanto eu orava e, quando terminei e o abençoei, ele saltou perguntando:
- Qual o nome do meu anjo?
- Volte para o colo do seu pai para que eu possa lhe dizer o nome dele e como ele é. Nick, seu anjo da guarda é magnífico. Suas roupas parecem cintilar em todas as cores e ele tem um manto que está constantemente se movendo. Ele usa botas verdes brilhantes, do verde mais bonito que já vi. Elas vão até o joelho e têm fivelas quadradas grandes e prateadas. Ele traz um cinto dourado na cintura com outra fivela prateada.
Nick ficou sentado no colo do pai completamente imóvel, sem tirar os olhos de mim. Dava para ver a emoção dele à medida que eu ía descrevendo seu anjo.
- Seu cabelo é vermelho como o fogo – continuei -, e seus olhos são como duas estrelas. Ele tem na mão esquerda algo que parece uma espada, mas, na verdade, é uma varinha de luz cintilante. Disse que, quando você se sentir mal, basta pedir e ele o tocará com sua varinha de luz e fará você se sentir melhor.
Nick saltou novamente e perguntou:
- Posso ir lá fora brincar agora?
O pai levou o menino até aonde meus filhos estavam. Sua mãe, agora sozinha comigo, começou a chorar e perguntou:
- O que o anjo disse?
Acho muito difícil quando os pais me perguntam isso e a resposta não é boa. O que posso dizer? Às vezes reagem questionando: “O que eu fiz de errado? Será que cometi algum pecado? Deus está me castigando?”
 
Precisamos entender que esse é o nosso caminho, a jornada que nossas almas escolheram muito antes de virmos para este mundo. A alma de Nick escolhera isso antes dele nascer. Ela havia decidido que ele morreria jovem e que realizaria tudo o que precisava na infância. E as almas de seus pais optaram por perder um filho pequeno, mesmo sem se lembrarem disso. Esquecemos a maior parte das coisas que sabemos e consentimos no momento da concepção.
- Olhe para seu filho – respondi. Observe a crença e a fé que Nick possui. Ele não tem medo de se curar, mas também não tem medo de voltar para Deus. Ouça-o. Ele vai lhe dar muitas lições.
Quando o pai de Nick voltou, conversei com os dois por alguns minutos. Contei a eles que os anjos recomendaram passarem o maior tempo possível com o filho.
Eu sempre recebia notícias da família. Toda vez que Nick era internado ou passava mal, ele solicitava ao pai ou à mãe que me telefonasse para pedir que seu anjo usasse a varinha de luz. Logo depois eles me ligavam contando que a dor cessara. Nick podia, naturalmente, pedir ele mesmo ajuda a seu anjo da guarda, mas eu descobriria mais tarde que as crianças doentes costumam pedir aos pais que me liguem. Talvez isso as deixem mais seguras.
Certa vez, quando Nick estava convalescente, disse aos pais que queria me ver. Ele insistiu para falar comigo a sós e pediu que eles aguardassem no carro. Nick me contou que conversava o tempo com seu anjo e que este lhe dissera que em breve o levaria para o Céu.
Nick respondera que por ele não havia problema, pois já tinha 9 anos. Mas quando contou aos pais que iria para o Céu em breve, eles lhe disseram que não queriam ouvir aquele tipo de conversa. E Nick me disse que sua mãe não parava de chorar.
- Eu digo que não me importo de ir para o Céu, que está tudo bem, ela porém não me ouve.
- Nick, você gostaria que eu conversasse com eles?
- Gostaria, Lorna. Você pode fazer isso?
Dei um abraço forte nele e respondi:
- Vou orar por você agora, abençoá-lo e conversar com Deus e seu anjo. Perguntarei a eles o que devo dizer a seus pais. E vou pedir aos anjos deles que os ajudem a levar você para o Céu quando chegar a hora.
Oramos juntos e abençoei Nick. Depois, fomos até o carro e convidei os pais, Dermot e Susan, a entrar. Nossa cadela, Heidi, havia tido filhotes, e Nick brincava alegremente com Ruth e os cachorrinhos no quintal, debaixo da árvore. Sorri ao vê-los. Os pais cobriram Nick de paparicos, mas ele pediu que o deixassem brincando e que entrassem para conversar comigo e ouvir o que seu anjo dissera.
Susan mem olhou preocupada quando nos sentamos na cozinha. Conversei com eles com muita delicadeza. Contei que Nick me dissera que seu anjo iria levá-lo para o Céu em breve. Pedi a eles que, dentro do possível, tentassem ser fortes e ouvir o filho, além de passar o máximo de tempo possível com ele dali por diante. Eles choraram abraçados, aos soluções. Foi muito comovente.
Por fim, o casal desabafou. Disseram que, nos últimos meses, Nick andava falando que seu anjo iria levá-lo para o Céu, mas eles não aceitavam a ideia. Estavam um pouco envergonhados por Nick precisar de mim para pedir a eles que o escutassem. Abracei os dois, abençoando-os, e eles foram embora.
Poucos dias depopis, Ruth entrou na cozinha e me disse:- Mamãe, você se lembra daquele menino com quem brinquei no quintal outro dia? Gostei dele. É legal. Como é o nome dele?
- Nick – respondi.
- Sei que ele está doente, mamãe. Mas vai ficar bom?
- Não, ele vai para o Céu.
Vi lágrimas nos olhos de minha filha, que depois disse:
- Isso não é justo! Ele é um garoto tão legal!
Dei um forte abraço em Ruth e fiquei segurando-a em meus braços por algum tempo. Depois ela disse que já estava bem e saiu para fazer o dever de casa.
Meses depois, Nick adoeceu gravemente e foi internado várias vezes. Com frequência os pais me ligavam dizendo que o menino pedira minha ajuda para que seu sofrimento acabasse. Sempre acabava e eu agradeci a Deus por aquele milagre.
 
Um dia, contudo, Susan me ligou para dizer que Nick falecera na noite anterior. Pedi a ela que se lembrasse de que Nick é uma linda alma no Céu e que ele estará ao lado dela quando precisar.
É difícil explicar o efeito que Nick exerceu sobre os pais e seus irmãos. Eles perderam um filho e um irmão, no entanto foi como se a doença dele tivesse despertado a família inteira. Nick lhes demonstrou muita compaixão e amor. Parecia que Deus havia brilhado através daquela criança. Ele era diferente. De certa forma, era como um anjo, lançando luz sobre todos os que entravam em contato com ele.
Quando vamos a um hospital infantil, vemos crianças gravemente doentes que, apesar disso, estão felizes, cheias de amor. Poucas são amargas ou ressentidas. É como se estivessem ali para nos mostrar sua luz. A sabedoria das crianças é fascinante. Aquelas que sofrem doenças terminais se tornam muito espiritualizadas e amadurecidas.
“As crianças são fontes de sabedoria, e todos nós deveríamos escutá-las com mais freqüência”...
[Cf. ‘Anjos em Minha Vida’, p. 212/17. Lorna Byrne. Sextante. 2010].
Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael).